Loja especializada em arma de fogo espera por aumento de vendas

Foto- Claudio Lahos

Durante sua campanha presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) popularizou um gesto entre seus seguidores: os braços flexionados e as mãos fechadas, exceto pelo polegar e o indicador, estendidos para simbolizar um revólver. A pose revela uma promessa de campanha: o desejo de liberalizar ainda mais a posse e o porte de armas de fogo e, ontem, ele deu o primeiro passo para concretizá-la ao assinar o decreto que flexibiliza as regras para a posse de armas no Brasil.

A reportagem do DHoje Interior foi até uma loja especializada em produtos para pesca, caça, camping, náutica, tiro esportivo e armas de fogo para falar sobre o decreto. Para gerente Hugo Oliani, a expectativa é de aumento nas vendas, mesmo diante de todo processo necessário para posse da arma. “Já recebemos telefonemas de muita gente perguntando o que muda e como será a partir de agora. Bom, a meu ver não mudou muita coisa, e existe todo processo técnico, psicológico e de capacitação, para obter aprovação. O que existe de fato é desinformação por parte das pessoas sobre a posse de arma”, afirma.

Dhoje Interior

A maior mudança no decreto foi em relação a maior facilidade do acesso a quem não possui antecedentes criminais ter a arma de fogo dentro da residência ou no local de trabalho. O novo texto mantém a necessidade do proprietário ter no mínimo 25 anos para a posse de arma, além da obrigatoriedade de apresentar certidão de antecedentes criminais, não estar respondendo inquérito criminal e comprovar capacidade técnica e psicológica.

O preço de compra de uma arma varia de acordo com modelo do equipamento. O valor inicial é de R$ 3 mil, além das despesa com documentação para obter licença de posse.

Segundo Oliani, o primeiro passo para comprar uma arma de fogo é obter uma autorização de compra, na Polícia Federal. “Para obtê-lo, necessita preencher alguns requisitos e passar por exame psicológico e prático. Isso permite que a pessoa mantenha a arma dentro do endereço cadastrado. Com autorização de compra, o documento deve ser levado até a loja e compra a arma que havia escolhido”, explica.

De posse da nota fiscal, retorna até a PF, onde consegue o Craf (Certificado de Registro de Arma de Fogo) e uma guia de trânsito para transportar o armamento da loja até em casa.

A reportagem procurou a Polícia Federal de Rio Preto para argumentar sobre o assunto, mas a PF aguardava autorização para abordar o tema.

Por Vinícius MAIA