Lei do cadastro positivo vai possibilitar mais crédito e menos juros ao consumidor

Edson Aparecido da Silva é a favor da nova Lei (Foto: Jaqueline BARROS)

Entra em vigor no próximo dia 9 de julho, o novo modelo de Cadastro Positivo, que em estudo realizado a pedido da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito, a ABNC, poderá injetar R$ 353 bilhões na economia paulista.

A lei prevê a inclusão automática dos consumidores no sistema, sendo que pode ser solicitada a qualquer momento a exclusão no cadastro. Para o presidente da Associação Comercial de Rio Preto, Paulo Sader, esse é um grande momento para a economia brasileira.

Dhoje Interior

“É mais uma tentativa de retomada da economia, mais uma ferramenta que vai permitir que a gente crie um ambiente de negócios mais fluido, mais moderno e mais dinâmico. É uma ferramenta diferenciada para concessão do crédito. O dinheiro precisa circular e, para isso, o dinheiro precisa estar na mão das pessoas. O cadastro positivo vem justamente pra inserir no mercado as pessoas que estão fora das análises de crédito”, explicou.

O cadastro positivo existe desde 2011, mas a inclusão dos dados era voluntária, feita pelo próprio consumidor. Agora não é preciso autorização dos consumidores para que os nomes sejam inseridos em uma lista de adimplentes. Com a mudança, as instituições financeiras terão acesso automático ao histórico de pagamentos e operações de crédito de qualquer pessoa para lhe atribuir pontuações, o chamado score.

“O programa nada mais é do que um banco de dados com informações sobre o histórico de crédito dos consumidores, seja de pessoas físicas ou jurídicas, com pontuações para quem mantém as contas em dia. A avaliação é histórica e essa nota varia conforme os pagamentos vão sendo realizados. A análise de crédito agora fica mais justa, já que todos os pagamentos passam a valer e não somente as transações bancárias”, relata Sader.

Todas as compras a prazo passarão a ser usadas na formação de uma nota de bom pagador. Também serão incluídas as contas de consumo, como luz, internet e aluguel.
O vendedor Edson Aparecido da Silva não vê problema em as empresas saberem seu histórico de pagamentos. Para ele, o Cadastro Positivo beneficiará quem paga as dívidas na data. “Algumas pessoas honram direitinho as contas, outras, não, então deve ajudar para que as financeiras entendam a situação delas”, defende.

O estudo apresentado pela ABNC afirma que, no Brasil, o novo cadastro tem potencial de inserir até 22 milhões de consumidores no mercado de crédito, além de mais de R$ 1,1 trilhão na economia nacional. Ainda de acordo com a pesquisa, o estado de São Paulo, com 42,4% de inadimplentes, apresenta um índice maior que a média brasileira, que é de 40,3%. E a exemplo do que deve ocorrer no resto do país, o novo Cadastro Positivo tende a promover uma redução de até 45% na inadimplência no estado. Só na região sudeste, 9 milhões de pessoas serão beneficiadas com a mudança e cerca de R$ 577 bilhões devem ser injetados na economia.

Por Jaqueline BARROS