Juiz pede união para fazer valer lei da criança e do adolescente

Último palestrante do segundo dia do Congresso de Municípios do Noroeste Paulista, Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin falou sobre o cuidado com a primeira infância.

Na tarde de ontem, no segundo dia do XI Congresso de Municípios de Noroeste Paulista, em Rio Preto, Evandro Pelarin, Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, falou sobre o cuidado com a primeira infância, período que corresponde do zero aos seis anos de idade das crianças.

Dhoje Interior

Na palestra, Evandro Pelarin pediu união entre os setores. “Nós temos, além do estatuto da criança e do adolescente, uma lei específica para isso, mas, fundamentalmente, também, tentamos passar para o pessoal a necessidade de estarmos energizado. Temos que estar ligados e todos juntos ombreados para enfrentar essas dificuldades que tem com a criança e o adolescente, e sem essa união é impossível a gente conseguir algum resultado”, afirmou.

“Não adianta a gente só ter lei boa e bonita e escrita, se a gente não se engajar e também não perceber que o operador da lei somos todos nós e todos nós temos que colocar a lei em prática, ao invés de ficar atrás de uma mesa expedindo ofício”, explico o juiz sobre a mudança de postura que deve ocorrer na sociedade em geral.

Sobre uma lei ideal para a criança e o adolescente, Pelarin disse que o foco também precisa estar nos deveres de cada um. “Acho que hoje a gente tem que focar em trazer a luz bastante para os aspectos dos deveres, porque falamos muito em direito e tem alguns problemas que percebemos ao longo do tempo, muitas pessoas acabam até confundindo desejo, algo muito interior, com direito, e não podemos confundir isso. E, principalmente, nós temos que mostrar que a legislação nessa área também traz deveres para os pais, para a sociedade, e que não é só do poder público a responsabilidade”, finalizou.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER