Inverno e estiagem aumentam casos de síndrome do olho seco

Durante o inverno, os rio-pretenses estão acostumados aos sintomas decorrentes da seca, como pele ressecada, rachadura nos lábios e sensação de sede mais frequente. Além disso, outro problema costuma causar preocupação nesta época do ano: o olho seco. Para informar sobre os perigos da síndrome do olho seco, foi instituído em 2018 a campanha Julho Turquesa.

A oftalmologista do HO Redentora de Rio Preto, Thaisa Faloppa, explicou que a síndrome do olho seco ocorre quando há evaporação excessiva das lágrimas ou sua produção é insuficiente. Os sintomas mais comuns do problema são sensibilidade à luz, coceira, vermelhidão, ardor, irritação e sensação de areia nos olhos.

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“É importante ressaltar que fatores ambientais, como o tempo seco, podem acelerar a perda de lágrimas e causar sintomas mesmo em olhos normais. Os casos mais graves da síndrome do olho seco podem levar a alterações permanentes da superfície ocular, como aderências e cicatrizes podendo, inclusive, causar baixa significativa da visão”, afirmou a médica.

Além das condições climáticas, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos também está entre as causas do olho seco. “O uso de telas por um tempo prolongado também está associado ao surgimento de casos de olho seco. Isso acontece porque ao olhar fixamente para telas, a frequência de piscadas diminui, o que atrapalha a distribuição regular do filme lacrimal e, consequentemente, compromete a lubrificação da superfície ocular”, comentou Thaissa.

A oftalmologista ainda afirmou que o olho seco pode atingir as pessoas em qualquer fase da vida, mas tem maior incidência em mulheres, a partir dos 40 anos, devido a fatores hormonais que afetam a produção de lágrimas. Idosos também correm mais risco, por conta da diminuição na produção de lágrimas.

“Doenças como artrite reumatoide, lúpus e outras doenças oculares como conjuntivite, blefarite, ceratocone, alergia ocular também são fatores de risco para o desenvolvimento da Síndrome do Olho Seco”, explicou a médica.

Segundo Thais, algumas medidas podem ser adotadas para minimizar esses sintomas. “Nos dias mais secos, é recomendado usar umidificadores de ambiente e, além disso, deve-se evitar que o ar-condicionado ou ventilador fiquem direcionados ao rosto. No caso do uso constante de telas, como no trabalho, por exemplo, é necessário programar pequenos intervalos durante o uso dos eletrônicos. Nesses intervalos, procurar manter os olhos fechados por alguns instantes para que eles possam se lubrificar melhor”, afirmou.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior