HO Redentora realiza campanha de alerta ao glaucoma nesta quarta

Nesta quarta-feira (22), a equipe do HO Redentora (Hospital de Olhos Redentora) realiza, das 12h às 21h, uma ação de orientação no Riopreto Shopping para alertar a população sobre os riscos do glaucoma. Profissionais estarão aferindo a pressão intraocular da população e oferecendo indicação médica nos casos necessários.

O mês de maio, em especial o dia 26, foi escolhido como o mês Nacional de Combate ao Glaucoma para conscientizar a população sobre a importância das consultas anuais ao oftalmologista, principalmente depois dos 40 anos, para se prevenir contra problemas oftalmológicos e possibilitar o diagnóstico precoce, aumentando assim as chances de cura.

Dhoje Interior

O oftalmologista José Renato Duarte, especialista em glaucoma e coordenador do evento, explica que no início esta é uma doença assintomática e que quando o paciente percebe as alterações no campo visual já pode ser tarde demais.

“Podemos classificar esta doença entre glaucoma de ângulo fechado, onde o paciente sentirá fortes dores nos olhos, náuseas, vômitos, visão borrada e vermelhidão na região, ou como glaucoma de ângulo aberto, que além de ser assintomático, progride lentamente e é percebido apenas quando o paciente nota a ausência da visão”, explica o médico.

O glaucoma não possui cura, mas há diversos tratamentos que podem controlar o desencadeamento da doença e impedir a cegueira. Atualmente, as MIGS (Cirurgias Minimamente Invasivas) são consideradas os procedimentos mais eficazes e seguras para a redução da pressão intraocular.

“Esses tratamentos já estão disponíveis nos grandes hospitais oftalmológicos do país, inclusive no HO. De maneira menos agressiva e com um trauma mínimo no tecido, as técnicas de ‘MIGS’ são capazes de recuperar os danos no nervo óptico e melhorar o estado do paciente”, complementa Duarte.

De acordo com o médico, é importante ficar atento ao histórico familiar, pois cerca de 30% dos pacientes que sofrem com esta doença possuem algum caso anterior na família.

Por Leandro Brito