HCM registra aumento de 36% no número de partos humanizados

Ionara Cristine, seu marido e o pequeno Antônio após o parto humanizado no HCM.

Nesta sexta-feira (17) é celebrado o Dia Mundial de Segurança do Paciente e o tema deste ano é “Parto Seguro e Cuidadoso”. O Hospital da Criança e Maternidade (HCM) em Rio Preto divulgou que o número de partos humanizados tem aumentado.

Nos últimos dois anos foi constatado um crescimento de 36%. Segundo dados do HCM, em 2019 foram registrados 85 partos. Já em 2020, este número subiu para 97 e até agosto deste ano já foram realizados 116 partos humanizados na instituição.

Dhoje Interior

Ionara Cristine, 31 anos, de José Bonifácio, foi uma das mães que realizou o parto humanizado no HCM em maio deste ano, quando teve o pequeno Antônio. “Eu pensava em fazer cesárea, mas após pesquisar mais sobre o assunto optei pelo parto normal poucos meses antes de engravidar. É doloroso, mas a recuperação é bem mais fácil do que na cesárea, além de ter menos riscos”, afirmou.

O parto humanizado é considerado mais seguro, tanto para a gestante, quanto para o bebê, além de permitir que a mulher participe ativamente do momento do nascimento de seu filho e evita a realização de procedimentos cirúrgicos. “Realizamos um trabalho voltado para as práticas do parto seguro, colocando a mulher como protagonista do parto, fazendo ela vivenciar cada momento, sendo único e especial”, disse Michele Achcar, Enfermeira de Qualidade do HCM.

O hospital conta com atualmente com três suítes de parto humanizado. “É um parto em que paciente escolhe a melhor forma de ser feito e tem a menor intervenção médica possível. Importante ressaltar que o parto humanizado é o mais recomendado, mas ele deve ser feito em um ambiente hospitalar para maior segurança em casos de complicações”, afirmou Wagner Vicensoto, ginecologista, obstetra e vice-diretor da Funfarme.

Segundo o médico, apesar do aumento de partos normais, as cesáreas continuam sendo maioria no HCM. “A gente vê com bons olhos esse aumento de partos humanizados. O número de partos normais ainda continua menor do que cesáreas, pois somos o hospital referência na região para casos de gestação de alto risco, que são casos em que a cesárea é necessária. O hospital, no entanto, tem um compromisso de fazer com que o índice de partos normais siga aumentando na medida do possível”, afirmou Wagner.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior