HB raciona insumos e prioriza oncologia, urgência e emergência

Foto: Alex Pelicer

Santa Casa diz que não comenta o assunto e a Secretaria de Saúde informa que seu estoque está normal

A Fundação Faculdade de Medicina de Rio Preto (Funfarme) admite que está racionando insumos de exames de imagens e prioriza a oncologia, a urgência e a emergência. A Santa Casa de Rio Preto disse através de sua assessoria de imprensa que não vai comentar o assunto. E a Secretaria de Saúde diz que não tem problema com insumos e está realizando os exames normalmente.

O alerta para a falta de insumos para exames de imagens é da CNSaúde, entidade que representa Hospitais, Clinicas e Laboratórios. Boletim da instituição diz que há escassez de insumos médicos e materiais usados em exames nas últimas semanas. Os maiores prolemas são com meios de contraste, iodados e à base de gadolínio, usados na realização de exames radiológicos e outros insumos como soro hospitalar e as soluções parenterais.

A Fundação Faculdade de Medicina de Rio Preto (Funfarme) admite que houve falta recente de insumos (contraste) para exames, e que o departamento de Imagens teve que mudar o protocolo, avaliando com mais critérios, racionando os produtos para priorizar os exames oncológicos e de urgência e emergência. A Funfarme diz que a falta é em todo o mundo.

Nota da mantenedora do HB e HCM diz que, segundo o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), “os motivos para a falta do produto no mercado decorrem da demanda reprimida durante a pandemia e investimentos feitos em aquisição de novos tomógrafos para avaliações dos casos de Covid-19”. E que o “comércio mundial foi afetado por paralisações e restrições de circulação de pessoas na China.”

A informação do Colégio Brasileiro de Radiologia diz que há “escassez de iodo, elemento químico essencial nas formulações dos meios de contrastes, além da interrupção do fornecimento do material por uma das empresas com maior participação de mercado”. Mas ressalta que “possui estoque de contraste para a maior parte de seus exames” e espera que a situação se normalize em agosto.

Nota da CNSaúde também informa que a pandemia criou gargalos, mas não justifica a falta desses medicamentos no Brasil. A instituição admite que parte do problema foi demanda reprimida pelos exames durante a pandemia, mas alega que não á motivo para a dificuldade em encontrar o insumo para os exames.

 

Da REPORTAGEM.