FASE EMERGENCIAL: Passageiro em pé gera reclamação e uma denúncia é apurada

Foto Andressa Zafalon

Através de um comunicado emitido pela Prefeitura de Rio Preto na quinta-feira (31), foi informado que a partir desta segunda-feira (5) os ônibus iriam poder transportar até 10 passageiros em pé, obedecendo as marcações pré-determinadas com adesivos amarelos no chão.

A decisão gerou desconforto em alguns usuários, como é o caso da Cláudia Brito, recepcionista, que faz o uso do transporte público diariamente. “Se estamos com a saúde em colapso, porque liberar passageiros em pé? Até ontem não podia nenhum, agora podem 10. Pedem o distanciamento, mas permitem passageiros em pé sem respeitar essa distância e permitem também passageiros sentados um do lado do outro. É muito contraditório”, comenta a usuária.

Dhoje Interior

De acordo com o Plano SP, vigente e seguido por Rio Preto até o dia 11 de abril, a orientação é de que haja o distanciamento de 1,5 m entre as pessoas e isso inclui o transporte público. Além disso, o Governo Estadual também sugeriu o escalonamento das empresas com o objetivo de evitar aglomerações.

O plano traçado pelo Estado sugere a entrada de funcionários dos setores que estão trabalhando, em horários alternados. Funcionários da Indústria entram entre 5h e 7h; de serviços entre 7h e 9h e do comércio entre 9h e 11h. Os horários são sugestões do Governo às empresas e não imposição obrigatória aos trabalhadores.

A reportagem entrou em contato com a diretoria da Riopretrans, empresa que detém o consórcio da Circula Santa Luzia e Itamarati, para questionar se houve registro do descumprimento da medida, mas, a resposta foi de que “informações sobre o transporte é com a Secretaria de Trânsito”.

A Secretaria de Trânsito foi então questionada, através de sua assessoria de imprensa, e informou que teve um caso de descumprimento na linha Distrito Schimitt – via Represa Municipal, mas que está em apuração. “O contrato da Secretaria de Trânsito é relacionado ao transporte de pessoas e esse contrato prevê uma lotação até maior do que as 10 pessoas que está liberado agora, então o trânsito não pode multar essa empresa por ela carregar de repente 5 ou 30 pessoas em pé, porque está dentro do que prevê o contrato de concessão”, explica a assessoria da pasta.

Segundo as informações da Secretaria de Trânsito, quem poderia verificar alguma coisa, e de repente fazer uma notificação, seria a Vigilância Sanitária, caso existisse flagrante. “Até o momento, não aconteceu nenhuma notificação da Vigilância Sanitária. O trânsito não pode multar a empresa se não tiver extrapolado o que está no contrato, que permite uma demanda maior do que o que prevê a Vigilância Sanitária”, conclui.

Por Andressa ZAFALON