Etec Philadelpho Gouvêa Netto completa 65 anos neste sábado

Neste sábado (24) a Etec Philadelpho Gouvêa Netto em Rio Preto completa 65 anos de existência. A escola foi criada em 24 de abril de 1956, com a primeira sede na rua Antônio de Godoy. Segundo o Jornal Correio da Araraquarense de 22/02 de 1956, a autorização foi feita pelo Governado Jânio Quadros através de um bilhete enviado ao Secretário de Educação Professor Laurindo. “Vamos construir a Escola Artesanal de Rio Preto”, dizia o bilhete.

“O primeiro curso foi de ajustagem mecânica, com 40 vagas, exclusivamente para meninos e ele teve início apenas em junho de 1956. Para se ter ideia, hoje nós temos 2.218 alunos matriculados. Dois anos depois, a instituição passou a oferecer o curso de economia doméstica, esse voltado para o público feminino”, contou Jurema Rodrigues, curadora do Centro de Memória da Etec.

Dhoje Interior

O nome Philadelpho Gouvêa Neto só foi inserido em 1967, em homenagem ao ex-prefeito de Rio Preto da década de 50. “Uma curiosidade é que o nome dado à escola contém um erro de escrita no nome, pois o nome de batismo do ex-prefeito era “Gouveia” e não Gouvêa, mas acabou ficando dessa forma mesmo. Mais tarde acrescentaram um T a mais no “Neto” e ficou Philadelpho Gouvêa Netto”, afirmou Jurema.

Nos anos 70, passou a oferecer cursos técnicos junto com o colegial, como o curso de mecânica e de edificações. Em 1971, a instituição chegou a se transferir para um prédio na Avenida Brigadeiro Faria Lima, onde atualmente fica o ambulatório do Hospital de Base. Foi somente em 1977 que a instituição se mudou para uma instalação própria na Avenida dos Estudantes, onde permanece até hoje.  Em meio a mudanças de nome, a escola foi transferida para o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, passando a ser denominada oficialmente como Escola Técnica Estadual Philadelpho Gouvêa Netto.

A professora da Etec, Maria Lúcia das Neves Gomes, 65 anos, fez parte da primeira turma do curso de edificações e dá aulas na Etec desde 1976. “Na época em que estudei eu fazia o curso técnico e o ensino médio comum e logo que conclui o curso já entrei no Ibilce para cursar matemática. Virei professora da escola meio que por acaso, já que um professor havia se transferido para um outro cargo e deixado a vaga”, comentou.

Atuando na instituição há quase 45 anos, a estimativa é de que Maria tenha contribuído para formação de dois mil a quatro mil alunos nesse período. “O diferencial do Philadelpho é a amizade entre alunos e professores. Neste período de pandemia, por exemplo, eles me ajudam nas aulas remotas com algumas ferramentas que não tenho prática. Acaba sendo aprendizado para mim também”, afirmou a professora.

Diretor da Etec desde 2019, Marcelo Romano Caceres ressaltou a importância da escola. “É a principal escola técnica do Noroeste Paulista. Desde que assumi a direção me sinto muito honrado em trabalhar com uma equipe de professores tão dedicados. A qualidade da escola é comprovada em seus processos seletivos super concorridos. Os professores se adaptaram com muita qualidade nesta pandemia e nossos alunos vêm conseguindo êxito em competições externas, onde tivemos 10 medalhistas nas Olímpiadas de Ciência”, comentou.

Apesar do curso mais antigo da instituição ser da área de mecânica, o curso noturno de enfermagem é o mais concorrido nos últimos vestibulares. Atualmente a escola conta com 17 cursos técnicos.

Etec Philadelpho Gouvêa Netto em 1977

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior