Estudantes da rede municipal prestigiam Feira de Educação Ambiental

Aproximadamente 940 alunos da rede municipal de ensino de Rio Preto participam nesta semana de uma mostra de educação ambiental realizada no Ciecc (Complexo Integrado de Educação, Ciência e Cultura). O evento, que é parte da Semana Integrada do Meio Ambiente e integra as ações de diversas secretarias e órgãos municipais, começou nesta terça-feira e encerra na próxima sexta.

A mostra apresenta trabalhos de educação ambiental desenvolvidos em algumas escolas municipais. A Secretaria de Saúde também participa com atividades lúdicas e interativas, incluindo um jogo de tabuleiro gigante que ensina as formas de combater a proliferação do Aedes aegypti.

Dhoje Interior

Já a Emcop (Empresa Municipal de Construções Populares) tem um estande com a exibição de seus projetos ambientais e o Senac participa com uma coleção de brinquedos feitos de materiais recicláveis, entre outros projetos.

Durante a semana, alunos de nove escolas, com idades entre 4 e 10 anos, passarão pelo Ciecc. Os primeiros a conhecerem a exposição, nesta terça-feira, foram os estudantes da escola municipal Felipe Caputo.

Entre os alunos estava Kauani Guedes Chiquesi, de 10 anos, que conheceu os laboratórios do Ciecc e visitou a mostra de projetos ambientais. “Gostei muito da exposição de larvas, peixes e escorpiões. No jogo, eu vi algumas coisas que eu já sabia, como a importância de não deixar água parada, colocar areia nos vasos de plantas, coisas que todos poderiam adotar para evitar o Aedes”, conta.

A professora Paula Ayalla Germano, que acompanhava uma das turmas, disse que os alunos aprovaram a exposição. “Todos estão falando que amaram. Um dos nossos projetos está em exposição aqui, mas a educação ambiental é um tema trabalhado em todas as disciplinas”, afirma.

Educação Ambiental

A Educação Ambiental é um tema que deve ser abordado em todos os níveis de ensino, de acordo com a legislação vigente. “Na rede municipal, as escolas têm autonomia para desenvolver seus projetos e programas, de acordo com seu trabalho pedagógico. Aqui, está apresentada uma pequena mostra desses projetos”, destaca Hederson Vinícius de Souza, formador da Secretaria de Educação na área de Educação Ambiental.

Entre os projetos apresentados está o da escola Dunalva do Amaral Farath, na Vila Azul, que desenvolveu uma jardim vertical, uma horta e deu início ao plantio de árvores. A escola, que atende a cerca de 200 crianças de até 5 anos, também está desenvolvendo um catálogo de árvores com os alunos.

“Nossa intenção era trabalhar o cuidado com as plantas, para que desde pequenos eles já tivessem esse olhar de cultivar e preservar a natureza. Na primeira etapa, nós reutilizamos garrafas plásticas para que servissem de vaso e as crianças pintaram essas garrafas. Depois, elas ajudaram a fazer o preparo da terra e colocaram nos vasos. Agora, nós conseguimos colocar o jardim suspenso na altura deles para que façam a rega das plantas”, conta a professora Daiana Moreno Torres dos Santos, que desenvolve o projeto com crianças de 2 a 3 anos, em parceria com a professora Rosicler Lopes.

Bichos peçonhentos

Abner Alves, gerente da Vigilância Ambiental, informa que a ação educativa busca atingir tanto as crianças, como seus pais. “Todos estão recebendo uma cartilha com instruções em forma de jogos para levar para a casa, para que os alunos participem dessas brincadeiras com a família e dessa forma todos recebam as orientações”, argumenta.

As crianças também terão a oportunidade de ver um escorpião vivo, para reconhecer e evitar o contato, caso vejam o animal. Além disso, uma mesa com lupa foi montada para a observação do desenvolvimento da larva do Aedes. Tudo sobre a observação de monitores.
Melissa de Oliveira não perdeu tempo e foi conhecer o escorpião. Com apenas 5 anos a pequena participou da visitação promovida pela escola e já conheceu todos os riscos que o contato com o bicho pode trazer.

“Achei muito legal o passeio. Me falaram que se eu ver um bichinho igual o escorpião devo chamar um adulto, porque se ele picar pode me levar para o hospital”, conclui Melissa.

Colaborou Thais LOBATO