Saúde: Especialistas e entidades alertam para os riscos do cigarro eletrônico

Gabriel Trevisan, faz uso do cigarro eletrônico somente em momentos de lazer, há cerca de 7 meses,

Apesar de proibidos, os “vapes” ou cigarros eletrônicos, como são popularmente conhecidos, são corriqueiramente utilizados com a ideia de que seu uso não representa danos à saúde. Mas especialistas alertam que seu uso é um causador de doenças cardiovasculares como o cigarro tradicional.

O uso se difundiu devido à promessa de que, seu sistema foi criado a partir de meios inofensivos, inclusive como uma segunda opção aos que tentam parar de fumar o cigarro comum. Contudo, especialistas alertam que, seu uso e sua exposição representam claramente diversos danos à saúde semelhante ao cigarro tradicional.

Dhoje Interior
Dr. Edmo Atique Gabriel, especialista em cirurgia cardiovascular alerta para o uso do dispositivo

Segundo o cardiologista Edmo Atique Gabriel, especialista em cirurgia cardiovascular, a indústria criou um aparelho que chama a atenção em função de seu design diferenciado, o que causa a impressão de não ser igual aos outros fazendo com que os consumidores façam o uso inadvertidamente.

“É importante entender que o cigarro tradicional tem uma quantidade específica de toxinas, enquanto o cigarro eletrônico eventualmente pode ter uma menor concentração de taxas de substâncias químicas como nicotina e alcatrão, o que não significa que ele seja seguro para a saúde cardiovascular”, ressalta.

O produto se popularizou entre pessoas de diferentes idades, principalmente entre os jovens, e mesmo proibido desde 2009 seu uso continua sendo disseminado.

Entretanto, órgãos da saúde têm se manifestado para tirar o produto de circulação e fixar a proibição utilizando estudos de profissionais da área que atestam que seu sistema faz uso de químicas semelhantes ao cigarro tradicional.

“As pessoas começaram a fumar o cigarro eletrônico sem o controle e bom senso mínimo, de modo que passaram a absorver uma enorme quantidade de substâncias danosas à saúde o que resulta em uma série de consequências à saúde”.

Gabriel Trevizan faz uso do dispositivo com determinada frequência há sete meses. “Tenho consciência dos riscos, mas, acho mais prático sair com ele e também pelo custo benefício. Parar de fumá-lo não é tão simples assim”, pontua.

Daniela MANZANI – Redação jornal DHoje Interior