Engenheiro civil cai no ‘golpe da falsa menor’ e perde R$ 40,8 mil

Um novo tipo de estelionato está se popularizando no país e em Rio Preto fez de um engenheiro civil, de 63 anos, morador na Boa Vista, a mais nova vítima. Ele efetuou três transferências bancárias, no valor total de R$ 40.870,00 acreditando que tinha se envolvido com uma menor de idade.

O golpe, segundo a polícia, se processa da seguinte forma: uma pessoa supostamente do sexo feminino entra em contato com a vítima via rede social e começa a trocar mensagens.

Dhoje Interior

O bate-papo evolui para envio de fotos íntimas e, em seguida, um homem que se passa por pai da golpista alega que ela é adolescente, está com problemas psicológicos/psiquiátricos e precisa de tratamento por causa do envolvimento com a vítima.

Em alguns Estados brasileiros esse golpe recebeu também o nome de ‘golpe de falsa investigação de pedofilia’, pois os criminosos chantageiam a vítima, ameaçando denunciá-la por abuso e exploração sexual de menor.

No caso do engenheiro rio-pretense ele procurou a Central de Flagrantes nesta quarta-feira, acompanhado de um advogado, e disse que o estelionato aconteceu no período de 14 a 26 de maio.

Conforme o idoso, chegou a receber do golpista um documento fraudado em que o Conselho Tutelar se manifestaria sobre o caso.

EXTORSÃO

Para obrigar as vítimas a pagarem a extorsão, integrantes de quadrilhas especializadas neste tipo de crime usam fotos de autoridades policiais para dar veracidade à ameaça de que a pedofilia será investigada.

Além disso, os marginais vasculham as redes sociais das vítimas e passam a fazer terrorismo psicológico com amigos e parentes, afirmando que vão denunciar o suposto pedófilo.

Especialistas orientam para que as pessoas nunca paguem o valor exigido pelos marginais e procurem a delegacia imediatamente.

Daniele JAMMAL