Dia do Músico: Profissionais falam da importância da música na vida

O Dia do Músico é comemorado neste domingo (22) de novembro em todo Brasil, tornando a data um referencial para todos aqueles que se dedicam a arte da música. A data faz referência ao dia de Santa Cecília, uma das mártires dos primeiros séculos, condenada à morte por asfixia, por negar-se a adorar outro Deus. Ela cantava incessantemente músicas de louvor a Deus e foi considerada a padroeira dos músicos. Data também que fecha a semana da música, iniciada na segunda-feira (16).

O músico é aquele que realiza alguma atividade ligada diretamente à música, ou seja, aquele que canta ou toca algum instrumento.

Dhoje Interior

Abner Tofanelli , 21 anos, de Rio Preto toca violoncelo, é violoncelista que ficou conhecido pelos rio-pretenses por meio das apresentações que realizava no Calçadão, diz que nunca imaginou um dia viver da música. Ao longo de sua precoce carreira na música instrumental, o violoncelista já se apresentou com a dupla Zé Neto & Cristiano e participou de programas de TV como Fantástico, da Rede Globo, Programa do Ratinho, do SBT e Balanço Geral, da Record. “Quando eu percebi eu já era artista de rua, músico profissional, a música moldou meu destino”, afirma.

Segundo Abner hoje ele tem uma vida toda construída graças a música, fez faculdade, conquistou independência financeira, tem sua própria empresa de eventos.

José Estevan Neves, 33 anos, ou simplesmente Estevan Bass, natural de Tanabi e residindo na cidade, é baixista e trabalha há 7 anos com a dupla sertaneja conhecida nacionalmente, João Bosco e Vinícius. Além de baixista Estevan também é diretor musical na banda da dupla. O músico diz que a música é extremamente importante na vida dele. “Sempre respirei música, não me vejo fazendo outra coisa” relata.

Em relação a pandemia e a falta de shows, Estevan diz que tem sido muito difícil para todos os músicos, já que em média costumavam fazer de 15 a 20 shows ao mês. Estevan já trabalhava como produtor musical, e focou nos trabalhos feito em estúdio gravando e produzindo alguns artistas como Carreiro e Capataz, Valter Jr e Vinicius, entre outros.

Fábio Almeida, 47 anos, ou simplesmente “Fabião” é natural de Santo André, mas mora em Rio Preto, é músico há 15 anos de uma das duplas mais queridas e consagradas do universo sertanejo, Chitãozinho e Xororó e toca contrabaixo. Fabião diz que está dando continuidade no DNA da família que são músicos, nasceu com esse dom e não poderia fazer outra coisa, senão trabalhar com música. Ele já  gravou quatro DVDs e conquistou dois Grammy Latino ao lado da dupla.  Mesmo com amor a profissão, o músico relata que está sendo difícil ficar longe dos palcos devido a pandemia.  “Está sendo bem difícil para nós músicos e os próprios artistas, estamos nos virando na medida do possível com gravações e lives,” afirma.

Que a pandemia afetou o mercado musical isso já está bastante claro, assim como o fato de que qual sejam as dificuldades, a música continuará sendo uma maneira de distrair. Uma pesquisa recente da UBC com a ESPM revela que 30% dos trabalhadores do setor perderam renda neste período de pandemia.  Os dados mostram que 86% dos 883 músicos, compositores, intérpretes, produtores e outros profissionais da música que responderam ao questionário sentiram no bolso o impacto da pandemia, com margem de erro de cinco pontos, o universo musical nacional.

As carreiras mais prejudicadas pela pandemia foram as de instrumentistas 49%, intérpretes 49% e compositores 35%, seguidas por produtores fonográficos 25% e, em menor medida, arranjadores, professores de música, empresários, empregados de editoras e selos e roadies. Um dado esperançoso da pesquisa é entre os que disseram que diversificarão suas áreas de atuação sem deixar a música 53% e os que a manterão como sua única fonte de renda 30%, a esmagadora e resiliente maioria de 83% garantiu que seguirá na área. Mas 15% pretendem diminuir a atuação na música e abraçar outras áreas paralelamente.

Janaína PEREIRA – Redação Jornal DHoje Interior