Deslocamento do SAMU até Guaratinguetá vira alvo de questionamentos

A Câmara Municipal aprovou na sessão de terça-feira, 21, requerimento do vereador Jean Charles (MDB) que cobra por parte da Diretoria Regional de Saúde de Rio Preto (DRS-15) explicações sobre eventuais irregularidades no serviço de deslocamento feito pelo SAMU a um paciente de Mirassol.

Segundo o documento, aprovado pela maioria dos vereadores, o morador de Mirassol foi vítima de explosão de botijão de gás de cozinha, na última semana, com queimaduras de segundo grau, atingindo toda a face, região cervical, antebraços direito e esquerdo, ou seja, 43% de superfície corpórea da vítima. O caso foi inserido para avaliação da Central de Regulação dos Serviços da Saúde (CROSS), que por sua vez, determinou ao SAMU Regional de Rio Preto o transporte, no entanto, com o deslocamento da viatura, motorista e toda equipe de saúde exigida, para a Santa Casa de Guaratinguetá, São Paulo, cuja viagem de ida e volta é de aproximadamente 1.200 quilômetros.

Jean, autor do requerimento, afirma que a CROSS é a responsável por determinar o destino dos pacientes em todo o Estado e que, no caso de queimados, a referência mais próxima de Rio Preto é o município de Catanduva.

O vereador ainda questiona que o deslocamento feito, além de causar gastos públicos adicionais com a longa distância percorrida causa transtornos a família do paciente.

“O deslocamento de uma Equipe do SAMU, do nosso município, para atender uma solicitação da CROSS, coloca em risco o atendimento, podendo causar desassistência aos munícipes de Rio Preto, e de todo o SAMU Regional, que compreende 31 cidades, com uma população estimada em 850.000 pessoas, sem dizer do custo aos cofres públicos municipais”, afirma Jean.

O requerimento que será encaminhado para a DRS-15, que tem como diretora Silvia Storti, pede uma série de esclarecimentos, entre eles se existe outra alternativa a ser encaminhada pela CROSS, no sentido de amenizar as questões de tal deslocamento, considerando a distância e dificuldades de acesso aos familiares do paciente. Também de quem é a responsabilidade pelos custos da utilização de toda equipe de saúde, incluindo motorista, e o deslocamento para o atendimento e se o Estado é quem repõem o valor gasto e de que forma.

Tentamos contato com a DRS-15, para comentar o episódio, mas não obtivemos retorno.

Raphael Ferrar – Dhoje Interior