Deputado quer recursos do sistema S para compra de vacinas para trabalhadores

Deputado federal, Luiz Carlos Motta (PL)

O deputado federal Luiz Carlos Motta (PL) quer a destinação de parte dos recursos repassados para o Sistema S, composto pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac) para a compra de vacinas, insumos e serviços para a imunização dos integrantes do setor produtivo e estabelece que a gestão dos valores e operacionalização do procedimento se dará por termo de cooperação entre a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

O parlamentar destacou que o objetivo da proposta é ampliar o acesso às vacinas para minimizar os efeitos da pandemia sem oneração de nenhum dos atores sociais envolvidos, uma vez que, a despeito do clamor social pela celeridade do processo de imunização, os impactos relativos à retração da economia retardam ações do Estado e do setor produtivo que requeiram o aporte de valores adicionais.

Dhoje Interior

“O sucesso do controle da doença depende da cobertura vacinal. Temos que somar esforços às ações do governo para dar celeridade ao processo de vacinação contra covid e garantir que mais brasileiros sejam imunizados”, ressaltou.

Ainda segundo Motta, a pandemia de covid-19 acarretou em implicações diretas para o agravamento das crises sanitária e econômica, uma vez que, para impedir o crescimento do contágio e do número de óbitos, foram adotadas medidas sanitárias que restringem o trabalho presencial, permanecendo essa modalidade apenas para as atividades consideradas indispensáveis, o que, além de desaquecer a economia, expõe a risco os trabalhadores essenciais.

Para ele, a estrutura do projeto permite que um percentual de 10% do montante repassado ao Sistema S pode ser destinado à garantia da saúde e segurança do trabalho sendo direcionado para a vacinação, de forma que não serão prejudicadas as atividades já desenvolvidas, bem como não será necessária a obtenção de novos valores por parte dos empregadores, que terão retorno direto destes recursos quando o pleno exercício das atividades for retomado após a imunização dos trabalhadores.

Por Thiago PASSOS