DE 92% PARA 78,9%: Taxa de recuperação da Covid está caindo em Rio Preto

Caroline Carvalho (de branco) venceu a Covid-19

O boletim da Covid-19 divulgado pela Secretaria de Saúde na sexta-feira (11) revelou que Rio Preto contabilizou nas últimas 24 horas mais 127 recuperados da Covid-19, totalizando 67.356 curados desde o início da pandemia, o equivalente a 84,6% dos 79.582 casos confirmados. A proporção entre casos confirmados, no entanto, tem diminuído em 2021. No ano passado, a taxa de recuperação era de 92%, enquanto que neste ano passou a ser de 78,9%, uma redução de 13,1 pontos percentuais.

Em números brutos, Rio Preto já registrou mais curados em 2021 do que em 2020 (35.371 neste ano contra 31.985 no ano passado), dobrando a média de recuperados por dia, que saiu de 110 para 220, incluindo os que não precisaram de internações. A distorção na proporção está no fato do número de casos terem aumentado ainda mais neste ano, com 44.819 casos em 2021 contra 34.763 no ano passado.

Dhoje Interior

“Em 2021 tivemos um aumento importante no número de casos em relação a 2020, o que por consequência eleva o patamar de recuperados. No entanto, a vacinação diminuiu a gravidade dos casos em pacientes idosos, por exemplo, aumentando também os recuperados nesta faixa etária e também em outros pacientes com comorbidades que entraram no grupo de prioridade de vacinação”, comentou a pneumologista e professora da Faceres, Bruna Cortez Ferreira.

Com o início da vacinação em idosos, as internações nas faixas-etárias maiores de 80 anos tiveram uma redução, enquanto as mais jovens aumentaram. A empresária Caroline Carvalho, 38 anos, recebeu alta na Santa Casa nesta semana após 22 dias de internação, onde teve um acometimento grave nos pulmões. A faixa etária dela teve aumento de 2,5% nas internações em 2021, saindo de 8,1% para 10,6%.

“Eu vi muitas coisas terríveis nestes dias, mas o medo da morte momentânea é assustador. Jovens e idosos uma hora com um quadro bom e minutos depois entubados entre a vida e a morte, às vezes tendo paradas cardíacas seguidas. No meu caso o meu maior medo era ir pra a ala da UTI, porque só no meu andar tinha mais de 40 entubados lutando pela vida. Então eu só pensava em manter o meu estado dentro da semi-intensiva”, relatou.

A pneumologista ressaltou que o público mais jovem tem maior chance de recuperação, porém, acabam ficando mais tempo internados.

“Os pacientes jovens têm em geral menos comorbidades que aumentam a gravidade de doença e por conta de um status clínico melhor,  tem maiores chances de recuperação. O tempo de internação deles acaba sendo maior porque estes suportam mais as intercorrências relacionadas a doença grave, como uso de ventilação prolongada, disfunção renal, e acometimento pulmonar extenso, dentre outras”, explicou Bruna.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior