Cuidados com o uso abusivo de medicamentos em aves pet

Foto: Daiane Santos

Os proprietários de aves pet frequentemente se deparam com propagandas de vitaminas e medicamentos, além de conselhos para ministrar substâncias por conta própria. 

Embora esses conselhos possam parecer inofensivos ou até mesmo confiáveis, na verdade, eles representam um sério risco para a saúde de aves como calopsitas, periquitos, papagaios, entre outras espécies de psitaciformes.

Dhoje Interior

Foi o que aconteceu com Daiane Santos, estudante de direito, que no momento de desespero aplicou uma pomada na sua calopsita e acabou, sem querer, machucando ainda mais seu pet. 

“Minha calopsita no carnaval de 2019  caiu atrás de um armário e machucou a patinha, na hora eu fiquei desesperada sem saber o que fazer. Como eu fiquei desesperada com a situação e a ferida estava feia, eu acabei passando pomada fibrase na patinha dela. A pomada é grudenta e se acumulou nas perninhas dela”, relata Daiane.

A cultura de ministrar substâncias sem prescrição e acompanhamento de um médico veterinário envolve perigos relacionados com a ausência de diagnóstico, administração de doses inadequadas, riscos de intoxicação e desenvolvimento de resistência aos medicamentos.

“Para cada medicamento, seja qual for, dentro da classe de vitaminas, anti-inflamatórios, antibióticos e antiparasitários, a gente tem uma dose específica para as espécies de aves psitaciformes. As doses são diferenciadas, existem cálculos que fazemos de acordo com o peso”, explica a médica veterinária Dra. Marta Brito Guimarães, que é doutora em Ciências e professora no Ambulatório de Aves da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.

“Hoje eu me arrependo muito porque as peninhas dela ficaram ensopadas de pomada, tem coisa que a gente faz sem saber mesmo. Hoje sei que não pode de jeito nenhum. Eu queria cuidar da patinha e prejudiquei as penas da minha bebê. As penas são super sensíveis”, lamenta Daiane.

Se sua ave sofrer qualquer acidente ou estiver passando mal, primeiro procure um médico especialista, para que não haja problemas maiores.

Colaborou Maria Paula Andrade – Da redação Jornal Dhoje