CPI faz primeira reunião e solicita documentos à Secretaria de Trânsito

Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do transporte público de Rio Preto fizeram a primeira reunião e deram início às investigações e direção dos trabalhos. Estavam presentes o Presidente da Comissão, Robson Ricci, o relator Francisco Júnior; o membro Cabo Júlio Donizete e a suplente Cláudia de Giuli.

A Comissão pretende colher depoimentos de pessoas, realizar diligências em repartições públicas e empresas privadas ligadas ao Estado para a colheita de provas documentais e mídias digitais. Além disso, as provas colhidas poderão ser analisadas por técnicos especializados, que poderão ser contratados para auxiliar os trabalhos, de acordo com a disponibilidade de verba da Câmara.

Dhoje Interior

Na ata da reunião consta que será um “trabalho minucioso e extenso, por isso a possível contratação de auxílio técnico. Sobre as provas, serão requisitados os contratos de concessão do transporte público, e serão solicitadas as gravações das câmeras de segurança dos veículos”.

Ainda de acordo com a ata, será apurado se houve ou não aglomerações; se as aglomerações no transporte público transmitem covid-19; se os decretos foram feitos com base na ciência e, se sim, por que foi alterado. Os membros querem saber a pedido de quem essas alterações ocorreram, se foram as empresas, secretários ou o Prefeito.

“Muito embora a lotação seja de conhecimento público, tudo será apurado com rigor, para que fique documentado no processo, a fim de, se for o caso, analisar as responsabilidades, seja do Prefeito, do Secretário, servidores, empresários, empregados das empresas, entre outros”, diz trecho do documento.

O relator Francisco Júnior ainda disse que dentro dos fatos apurados na CPI, outros fatos podem vir à tona. “A CPI está no caminho certo e as documentações devem ser requisitadas desde já. Além disso, a CPI pode começar desde logo com as oitivas, mesmo antes da chegada dos documentos”, ponderou.

Nova reunião já foi marcada, no entanto, a Comissão frisou que as investigações não têm intuito de prejudicar terceiros, mas sim, apenas apurar os fatos e atender o povo. “As investigações são um anseio da população. Eu acompanho desde o início da Pandemia da Covid-19, ainda na condição de jornalista em 2020 e quem tiver qualquer denúncia pode repassar aos vereadores que compõem a CPI. Não faremos apontamentos, mas sim, esclarecimentos”, conclui Robson Ricci.

No mesmo dia, os vereadores já fizeram um ofício destinado ao Secretário de Trânsito, Amaury Hernandes, a cópia do processo licitatório e o respectivo contra de concessão do serviço de transporte público, firmado com as empresas Expresso Itamarati e Circular Santa Luzia.

Também foram pedidas as gravações instaladas dentro dos ônibus de 10 linhas diferentes, informações de quais medidas sanitárias foram tomadas às custas da concessionária e detalhamentos de linhas e público.

O DHoje tentou contato com o Secretário e aguarda retorno.

Por Andressa ZAFALON