CPI dos Transportes volta colher depoimento nesta quinta-feira

Após mais de um mês a CPI dos Transporte volta a colher depoimentos em investigação que apura possíveis irregularidades cometidas pelas empresas de ônibus durante a pandemia da Covid-19. Está previsto para esta quinta-feira, 2, o depoimento da médica infectologista Viviane Anheti Prado. A comissão é presidida pelo vereador Robson Ricci (Republicanos).

Ao longo do ano foram vários depoimentos, em especial com o secretário de Trânsito Amaury Hernandes, que em todos os esclarecimentos negou que tenha faltado fiscalização por parte do governo municipal em relação ao cumprimento de decretos que limitou o número de passageiros no interior do ônibus. Para os membros da CPI teria havido superlotação de ônibus, contrariando a determinação o que poderia ter contribuído para o aumento no número de contaminados pelo coronavírus e também de mortes.

Dhoje Interior

Os últimos depoimentos colhidos pela CPI dos Transporte ocorreram no dia 15 de outubro. Em meio a vários debates e audiências públicas sobre a renovação do contrato de concessão com as empresas de transporte – que acabou se confirmando – a comissão ouviu os representantes da Circular Santa Luzia e Expresso Itamarati.

Na ocasião os dois foram contra a prorrogação do contrato de concessão por dez anos caso a Prefeitura não alterasse pontos para reequilibrar o atual sistema. As afirmações foram dadas pelo diretor superintendente da Itamarati, Gentil Zanovello Affonso e diretor de trafego da Santa Luzia, Joaquim Roberto Pavão.

Os dois foram unânimes em afirmar que durante a vigência dos atual contrato – assinado em 2011 e que terminou em 8 de novembro – os prejuízos são constantes em função da queda anual de passageiros – que se acentuou na pandemia – e a fórmula atual para se chegar ao valor da tarifa técnica que não levou em conta a redução de usuários pagantes e mantém o quilometro rodado prestado em forma de serviço.

Gentil Zanovello, da Itamarati, chegou afirmar que se o governo mantivesse a atual metodologia a passagem ao usuário iria superar os R$ 5,  que a empresa não terá interesse em prorrogar o contrato.

O contrato de concessão já foi prorrogado após assinatura por parte do prefeito Edinho Araújo (MDB) no início de novembro. As duas empresas vão continuar operando o sistema até 2031. Já foi anunciado que haverá aumento do preço da passagem a partir de 1 de janeiro de 2022.

Raphael Ferrari – Dhoje Interior