Contribuintes de Rio Preto já pagaram R$ 283 milhões em tributos este ano

Rio Preto atingiu nesta sexta-feira (18) a marca de R$ 283 milhões pagos em impostos, segundo os dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O número é menor do que constatado na mesma época do ano passado, quando a cidade contabilizou R$ 332,5 milhões. Vale ressaltar que 2020 foi um ano bissexto, tendo um dia a mais.

Para o economista José Mauro da Silva, os contribuintes do município não estão necessariamente pagando menos impostos. “Não houve nenhuma ação em âmbito municipal que ocasionasse esse impacto da carga tributária. As explicações mais prováveis seriam o adiamento do pagamento desses impostos ou uma redução na atividade econômica, gerando menos pagamentos de impostos”, afirmou.

Dhoje Interior

Ele ainda afirmou que é muito difícil que a carga tributária deixe de crescer sem ação direta do poder público. No Brasil, ACSP estima que os contribuintes trabalhem cerca de 151 dias só para pagar impostos.

“Empresas grandes fazem planejamento tributário para conter as despesas com impostos, mas o cidadão comum não consegue fazer isso. Ninguém se planeja financeiramente em cima da carga tributária. Umas das medidas para que diminuem um pouco esse impacto é receber parte do salário em utilidades, que acabam não sendo tributadas”, explicou o economista.

Na contramão de Rio Preto, a ACSP aponta que os contribuintes brasileiros devem pagar mais dinheiro para os cofres públicos neste ano do que pagaram em 2020 e, até mesmo, em 2019, época sem pandemia. Segundo a associação, o aumento da inflação no período, a desvalorização do real frente ao dólar e o crescimento da economia em alguns setores como os relacionados ao aumento das importações, à indústria, à saúde, aos grandes varejistas e ao comércio considerado não essencial são fatores que fatores que influenciaram no aumento.

“Várias prestações de serviços e o comércio estão sendo muito afetados na pandemia, mas atividades que geram muitos impostos cresceram bastante também”, afirmou Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo. “Alguns exemplos são as exportações, que estão em alta, e o montante das vendas em supermercados que, além de estar muito elevado, ainda proporciona maior arrecadação por conta dos preços dos produtos que vêm subindo”, emendou.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior