Confira ‘Nos Bastidores da Política’ deste domingo (29)

Bons prefeitos

Desde a década de 1960, Rio Preto sempre teve bons prefeitos: Adail Vetorazzo (duas vezes), Wilson Romano Calil, Mané Antunes (duas vezes), Toninho Figueiredo, Liberato Caboclo, Valdomiro Lopes (dois mandatos) e Edinho Araújo (vai assumir o seu quarto mandato no dia 1° de janeiro). Edinho Araújo (MDB) já é o prefeito com mais tempo no cargo e quando terminar o seu quarto mandato, completará 16 anos comandando o município. Antes era Mané Antunes, com 10 anos. Ainda não dá para prever, no entanto, o próximo mandato deverá ser o seu último dele frente à Prefeitura. Diante do bom desempenho dos prefeitos neste longínquo período, Edinho também terá a tarefa de tentar fazer o seu sucessor. Na sua equipe tem bons nomes! Analisando o quadro de candidatos que disputou as últimas eleições – com raríssima exceção – não é nada promissor. O eleitor sempre tem de prestar atenção no comportamento do candidato: o que joga sujo, mente, faz denuncismo vazio para ganhar as eleições a qualquer preço, foge dele, porque se chegar ao poder, a ganância prevalecerá. Lembre-se, Sérgio Cabral se elegeu governador do Rio falando grosso de que não aceitava corrupção e foi o maior corrupto da história daquele estado! Na foto, saudosos prefeitos Mané e Toninho.

Dhoje Interior

Nada de picareta

O presidente do MDB, Pedro Nimer, disse que o partido vai concorrer para fazer o sucessor de Edinho Araújo em 2024. “Isso deve acontecer, mas ainda está distante”, diz, acrescentando que o partido tem bons nomes e no futuro poderá surgir novas lideranças no quadro emedebista. “Agora, tem de ser um nome de boa aceitação, com critério, experiência para administrar e que leve Rio Preto muito a sério”, pontuou. Antes, diz que Edinho vai fazer uma grande administração para elevar cada vez mais a cidade no cenário nacional.

Distorção

Projeto do deputado Mauro Nazif (PSB-RO) concede isenção de IPI e de IOF na compra de motocicletas de até 250 cilindradas por motociclistas profissionais que atuem em serviços de mototáxi, motofrete ou entrega de mercadorias. A proposta altera a lei que já assegura as isenções na aquisição de veículos por taxistas e pessoas com deficiência. “A diferença do tratamento tributário existente entre o táxi e o mototáxi, é resultado de um processo histórico e chegou o momento do Congresso corrigir essa distorção”, diz.

Agilizar

A Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb) precisa agilizar a instalação de lixeiras no Calçadão. O fato de ter lixeira em locais com grande fluxo de pessoas, contribui para ajudar na conscientização porque é uma forma de descartar o lixo em local adequado. Agora, como os vândalos não gostam de cidade limpa e organizada, as lixeiras precisam ser reforçadas para evitar os ataques, comuns, não só no Calçadão, mas em qualquer ponto da cidade. Os pontos de ônibus, por exemplo, são provas do que esse tipo de gente é capaz.

Frio

Se fizer uma comparação entre as últimas legislaturas da Câmara com as das décadas de 80 e 90, a disparidade é gritante. Naquele longínquo período, a maioria dos vereadores comparecia todos os dias para dar expediente nos seus gabinetes. Exemplo: saudoso José Barbar Cury, Eduardo Feitosa, Laerte Teixeira da Costa, Dourival Lemes, Gilberto Barbosa, Marco Rillo, saudoso Alcides Zanirato entre outros. Hoje, poucos dão expediente para atender o público, trabalho feito pelos assessores. O Legislativo ficou frio…

Brigada

O plenário da Câmara vai analisar nove projetos na sessão terça-feira, sendo oito dos próprios vereadores e um do Executivo. Proposta de Celso Peixão (MDB), que será votado em primeiro turno, obriga a criação de uma Brigada de Proteção Contra Incêndios Florestais. O objetivo, segundo o emedebista, é combater o mais rápido possível incêndio para evitar o que ocorreu recentemente na área do extinto IPA. Os bombeiros, devido ao elevado número de ocorrências, às vezes, não estão disponíveis para agir com rapidez.  

Pé da orelha  

Apesar de os vereadores declararem que ainda está cedo para começar as tratativas com o objetivo de disputar o cargo de presidente para comandar a Câmara nos dois primeiros anos da próxima legislatura, pode ter a convicção de que as conversas, ao pé da orelha, já se iniciaram. Fábio Marcondes (PL), Paulo Pauléra (PP), Jorge Menezes (PSD), Jean Charles e Celso Peixão, do MDB, Karina Caroline (Republicanos), Pedro Roberto (Patriota) e Renato Pupo (PSDB) almejam o cargo. Para ser presidente, são necessários nove votos.

Nem morto

Projeto do deputado Roberto de Lucena (Pode-SP) impede o uso, em ruas, avenidas, praças e viadutos, do nome de pessoas ou de instituições condenadas por crimes relacionados à corrupção e ao abuso de poder econômico ou político. Segundo o texto, a proibição se aplica mesmo ao nome de pessoas que vierem a morrer durante o julgamento. A denominação de logradouros (espaços públicos como ruas, avenidas, praças, passeios) é uma das atribuições do Poder Legislativo, que geralmente dá a esses locais nomes de pessoas já falecidas e que tiveram alguma importância histórica ou atuação importante na comunidade como uma espécie de homenagem póstuma. O autor do projeto entende que, como os nomes dados às ruas, de certa forma, ajudam a contar a história da localidade, dando destaque aos personagens que marcaram positivamente sua evolução social, é essencial definir critérios para a escolha dos nomes, evitando homenagens a pessoas que não deveriam servir de exemplo para a comunidade e para as futuras gerações.

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior