Confira ‘Nos Bastidores da Política’ deste domingo (25)

Povo na Câmara

O ex-deputado João Paulo Rillo (PSOL, foto) disse que pretende retomar sua carreira política como vereador com o objetivo de promover o necessário encontro entre um mandato popular com o povo. “Para que o povo possa frequentar a sua própria Casa e a fazer parte das decisões que afetam diretamente sua vida”, justificou. Segundo ele, tudo que envolve os interesses da população passa pelo Legislativo, portanto, diz que o povo também precisa passar por ela. João Paulo exerceu mandato de vereador pelo PT na legislatura 2005/2008. Em 2008, ainda no PT, disputou as eleições para prefeito e perdeu, no segundo turno, por uma diferença mínima para o então candidato Valdomiro Lopes (PSB). Como ficou popular também na região devido aos debates na televisão, João Paulo foi eleito deputado estadual e ocupou cadeira na Assembleia por duas legislaturas, entre 2011 a 2018, quando tentou a reeleição pelo PSOL, porém, não obteve êxito.

Dhoje Interior

Inclusão

Se existe proposta que o vereador Marco Rillo (PSOL) combate de forma consistente é a inclusão de áreas no perímetro urbano da cidade, com o intuito de implantar novos loteamentos. Rillo bate na tecla de que existem áreas já inclusas no perímetro suficientes para construir casas para abrigar população igual a já existe na cidade. Propostas com esse objetivo, porém, estão tramitando na Câmara. “Está espalhando como rama de batata pela zona rural”, esbravejou. Com razão! Haja recurso para implantar infraestrutura.

Interferência

A interferência política de cúpula estadual ou federal de partidos com o objetivo de firmar alianças para disputar as eleições municipais, sem consenso dos dirigentes locais, às vezes, tem tudo para não prosperar. Se dependesse dele, o ex-presidente do PTC Adideus Cardoso teria fechado aliança com o MDB, mas teve que acatar ordem do presidente estadual Carlos Almeida, que fechou com o PSL. Conclusão, a cada presidente que renuncia ou é destituído, mas a sigla se desestrutura na cidade. Só os morubixabas de cima que surfam…

Brecar

O número de infectados e de mortes pela covid-19 continua caindo no Brasil. É uma boa notícia, porém, a população não pode baixar a guarda porque o vírus continua circulando por locais que as pessoas nem imaginam que o mal está tão próximo. Para evitar que o vírus volte a acelerar as contaminações, basta acompanhar o que acontece em alguns países europeus. A segunda fase de infecções já assusta os europeus. Em Rio Preto, a covid-19 continua elevada e só a consciência da população pode brecar o avanço da doença.

Pululando 

As eleições municipais se aproximam e com elas aumenta a ansiedade dos candidatos que disputam principalmente o cargo de prefeito. Quando entra em uma disputa, político picado pela mosca azul, começa a acreditar que tem chance de vencer. Mesmo as pesquisas de intenção de voto mostrarem que esse ou aquele candidato está comendo poeira, o sonho persiste. No desespero, candidato lança propostas para atrair o eleitor que até o diabo desconfia. Já tem muitas propostas mirabolantes pululando por aí.  Abre olho! 

Marcas

Promessas vazias se tornaram marcas nos processos eleitorais. Candidato a vereador apresenta propostas que competem ao prefeito, por exemplo, criar empregos, construir UBSs, manter a UPA da Zona Norte funcionando 24h para atender o povo e por aí vai. Esse tipo de ação depende de recursos financeiros, portanto, compete ao prefeito, jamais ao legislador. O eleitor desinformado acaba acreditando nessas promessas descabidas. O candidato, despreparado, talvez nem sabe que está mentindo. Muitos estão nesse nível!

Incendiário

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, negou que o atual governo desmontou o sistema de fiscalização, que tem o objetivo de proteger a Amazônica e jogou a culpa sobre a Noruega pela paralisação do envio de recursos de países europeus ao Fundo Amazônia. Ele já havia feito lambanças como secretário do Meio Ambiente no Estado de São Paulo. A culpa de ele entrar na política coube ao então governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) viu nele o incendiário ideal para ocupar o cargo.

Padronizar

Projeto altera a lei que criou o Sistema Único de Segurança Pública  (Susp) para determinar a padronização dos uniformes das polícias militares e dos bombeiros militares em todo o território nacional. Para o autor da proposta, deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM), a padronização das vestimentas beneficia o cidadão, que poderá identificar policiais militares e bombeiros militares independentemente do estado da Federação em que se encontrem. “Hoje a identificação das forças de segurança varia muito, pois cada estado adota o seu regulamento de uniforme, estabelecendo cores, modelos, cintos, coldres e coletes próprios”, diz o deputado. Especialistas consultados, dizem que o uniforme dos bombeiros tem de ser diferenciado, por exemplo, sempre de cor vermelha ou laranja para se destacar, como o adotado na maioria dos países pelo mundo.

Por Venâncio de MELLO – Redação jornal DHoje Interior