Confira ‘Nos Bastidores da Política’ desta terça-feira (27)

Candidato cita Enéas

O candidato a prefeito Paulo Bassan (PRTB) disse que o apoio que recebeu nos últimos dias de um grupo de deputados vai alavancar a sua candidatura nesta reta final da campanha. Segundo ele, a vinda da parlamentar Carla Zambelli (PSL) à cidade foi com o aval do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “A deputada veio com a anuência do presidente, não à revelia”, diz.  Bassan disse que “é forte” o apoio à sua candidatura em Brasília, lembrando ainda apoio dos deputados Guiga Peixoto e do Coronel Tadeu, ambos do PSL. “Vamos ganhar essas eleições”, acredita. Na rede social, o candidato tenta atrair os eleitores mais jovens: “Um apelo à presente geração, não faça como a minha que acreditou que o gênio era louco e bandido era herói, quando acordamos o gênio estava morto e nós éramos reféns dos bandidos”, diz a mensagem em alusão ao saudoso deputado nacionalista Enéas Carneiro. Sem tempo no programa eleitoral na televisão e como não aceitou recursos do fundo eleitoral, Bassan toca a sua campanha com pequenas doações que recebe de seus correligionários. Na foto, Paulo Bassan ao lado de Carla Zambelli.

Dhoje Interior

Nível elevado

Na capital de São Paulo, segundo pesquisa de intenção de voto, as eleições terão segundo turno e um dos prováveis candidatos a uma vaga é o atual prefeito Bruno Covas (PSDB). Como todos sabem que ele teve uma doença grave, os adversários não tocaram nesse assunto até o momento. Sinal que é possível fazer política sem precisar apelar e sem jogo sujo. Que o exemplo possa ser imitado, afinal, para chegar ao poder, concorrentes sem escrúpulos usam meios sórdidos para ‘enterrar’ o adversário. Saúde ao tucano Bruno!  

Hora exata

A direção do Semae suspendeu o racionamento de água na região abastecida pela ETA. A decisão só foi possível devido ao volume de chuva que caiu sobre o município no último final de semana. É uma ótima notícia para os 180 mil moradores afetados pelo desabastecimento e para o próprio governo. Afinal, o prefeito Edinho Araújo (MDB), que disputa a reeleição, ainda sofre críticas por causa das medidas restritivas de combate à covid-19 e o racionamento devido à seca também gerava mal-estar.  A chuva chegou na hora exata!

Chorar

Até que enfim o candidato a prefeito Carlos Alexandre (PCdoB) recebeu uma pequena quantia de recursos financeiros para injetar na sua campanha eleitoral. A Executiva Nacional do partido liberou R$ 31.853,43, agora, o valor enviado pela direção estadual é de chorar, R$ 566,04. Ou seja, este valor não dá para bancar nem santinhos para um candidato a vereador fazer uma campanha digna. Apesar de contar com pouco recurso financeiro e alguns segundos na televisão, a campanha do candidato está com uma boa visibilidade. 

Difícil

Rogério Vinicius (DC) talvez seja o candidato a prefeito que tem a situação mais complicada quando se fala em estrutura para realizar uma campanha mais robusta. A Executiva Nacional do DC ainda não enviou nenhum centavo para bancar as despesas de campanha. A receita se limita a R$ 2.961,53, deste total, R$ 1.700,00 é doação do próprio candidato. Para piorar o quadro, Rogério está com covid-9 e continua em quarentena. O presidente do DC, Adilson Feliciano, acredita que dá para disputar o segundo turno. Haja otimismo!

Safra

A atual safra de generais pode ser considerada frouxa se comparada com aqueles que ocuparam a Presidência no regime militar. Agora, até o ministro incendiário Ricardo Salles (Meio Ambiente) achincalhou o ministro Luiz Eduardo Ramos (Governo) e o presidente Jair Bolsonaro tripudiou decisão sobre a vacina do ministro Eduardo Pazuello (Saúde), que aceitou a bronca com sorriso de submisso. Ernesto Geisel e João Figueiredo teriam postura de vassalos? E o general Goubery do Couto e Silva, do extinto SNI? Provavelmente, não!

Rocando

O pedido de um consumidor ao presidente Bolsonaro para baixar o preço do arroz ganhou amplo espaço na mídia. De forma educada, o cidadão pediu: “Bolsonaro, baixa o preço do arroz, por favor. Não aguento mais”. O presidente, que estava próximo à uma feira de Brasília domingo, não foi nada simpático: “Tu queres que eu baixe na canetada? Você quer que eu tabele? Se você quer que eu tabele, eu tabelo. Mas você vai comprar lá na Venezuela.” O cidadão e outros milhões de brasileiros vão continuar com a barriga roncando…  

Débitos trabalhistas

Projeto que tramita na Câmara Federal determina que os débitos trabalhistas de qualquer natureza, não satisfeitos pelo empregador na época própria, sofrerão juros de mora equivalentes ao índice aplicado à caderneta de poupança. A jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho prevê que os débitos trabalhistas devem ser reajustados por um índice de inflação (IPCA-E), que é superior à correção da poupança. O projeto é do deputado Laercio Oliveira (PP-SE) e retoma regra proposta pelo governo na Medida Provisória 905/20, revogada posteriormente pelo presidente Jair Bolsonaro. A correção proposta vale para débitos trabalhistas não pagos conforme regra prevista em lei, convenção, acordo coletivo, sentença normativa ou cláusula contratual. Se virar lei será aplicada ainda aos débitos decorrentes de condenação judicial ou acordo celebrado em ação trabalhista.

Por Venâncio de MELLO- Redação jornal DHoje Interior