Confira ‘Nos Bastidores da Política’ desta quarta-feira (22)

Faca no pescoço

A expectativa é que o presidente da Câmara, Paulo Pauléra (PP), inclua na pauta que será analisada pelo plenário, na sessão de amanhã, projeto que obriga os vereadores, o prefeito e o vice a doarem metade dos seus salários para a área da saúde, com o objetivo de combater o coronavírus. Com a iniciativa, o autor da proposta, Gérson Furquim (Podemos), colocou a ‘faca no pescoço’ dos seus companheiros de Casa. Não dá para prever se o projeto será ou não aprovado, agora, vai dar muito blá-blá-blá.

Dhoje Interior

Coração livre

Fábio Marcondes (PL), antes mesmo de a proposta de Gérson Furquim (Podemos) ser protocolada, anunciou que vai doar todo o seu salário para ajudar o setor da saúde durante a pandemia do coronavírus. Agora, cada vereador tem seu suporte financeiro, ou seja, uns mais, outros menos. O salário líquido fica em torno de R$ 5 mil, portanto, a doação seria de R$ 2,5 mil.  Quando o projeto entrar em votação, saberá qual vereador que tem ‘bala na agulha’ para fazer a doação com o coração livre, sem pressão.

Breve escapada 

Decisão judicial não se discute, diz o jargão jurídico, portanto, os motéis continuarão fechados, apesar de se saber que não servem apenas para namorar. São ocupados por viajantes e tem até serviço de restaurante. As autoridades precisam indicar alternativas, ou não?! Como está quase tudo fechado, a maioria dos viajantes está em suas casas guardando quarentena por causa do vírus que veio da China. Os únicos afetados, neste caso, são aqueles que gostam de dar uma breve escapada para fugir da rotina…

Momento crucial

Os comerciantes continuam desesperados por causa das medidas restritivas impostas pelo governo do Estado e seguido pelos prefeitos para combater a propagação do coronavírus. Em Rio Preto, a pandemia está sob controle, por isso comerciantes acham absurdo continuar com o isolamento social. Se afrouxar as restrições e o vírus avançar novamente não teria que voltar à estaca zero? Se está no meio do caminho, portanto, seria um retrocesso o prefeito Edinho Araújo (MDB) recuar neste momento crucial.

 

‘Miolo mole’

Diante da tempestade gerada pela manifestação tenebrosa promovida no último domingo por um grupo favorável a reedição do AI-5, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, teve que entrar em campo. O general disse que “as Forças Armadas trabalham para manter a paz e a estabilidade do país, sempre obediente à Constituição Federal”. Quem tem o ‘miolo mole’, pode esquecer, no Brasil não tem mais espaço para ditadura. Tudo tem de ser resolvido de forma democrática, ou seja, nas urnas.

Morde e assopra

O presidente Jair Bolsonaro precisa ficar atento para evitar palavra que pode voltar contra a si, como se fosse um furacão. Como gosta de morder e assoprar, domingo apoiou aos manifestantes, como repercutiu mal, na segunda apareceu com outro discurso e defendeu a democracia. “Eu sou a própria Constituição”, cravou. Opa! Deveria ter dito que segue a Constituição, rito natural em país democrático. Se ele fosse a própria Constituição, poderia decidir tudo à sua maneira. Seria o próprio AI-5!

Suposição

Quando deu apoio irrestrito ao então presidente Hugo Chávez, o povo venezuelano esperava colher bons frutos, que todos os problemas crônicos do país fossem resolvidos. A situação começou a degringolar e, com Nicolás Maduro, a economia do país chegou ao caos. Agora, os venezuelanos não têm força para combater o ‘veneno’ instalado no poder. Ao defender o AI-5, manifestantes brasileiros também esperam chegar ao céu. Suponha-se que isso ocorresse por aqui, não poderia tomar o mesmo rumo?

Acompanhar

Foi instalada nesta semana a comissão mista que vai acompanhar no Congresso Nacional as medidas econômicas relacionadas ao combate à pandemia de coronavírus. Uma das primeiras audiências virtuais deve ser com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O relator da comissão será o deputado Francisco Jr. (PSD-GO) e a presidência será do senador Confúcio Moura (MDB-RO). O senador disse que será feita uma reunião mensal da comissão com a equipe econômica do governo para analisar a evolução dos fatos.

Por Venâncio de Mello