Conexão Capivara: Solução caseira

Como pode um partido que tem representantes rio-pretenses de peso no cenário estadual e nacional, que costuma vencer nas urnas do município qualquer outra legenda nas eleições majoritárias e, ainda assim, partir para uma disputa a deputado federal apenas para cumprir tabela?

Esse é o mistério – ou o dilema – do PSDB em Rio Preto. Um partido que possui no Senado o rio-pretense Aloysio Nunes e na Assembleia o deputado Vaz de Lima. E que, de 2009 a 2016, ocupou o cargo de vice-prefeito – com Gaber Lopes e Ivani Vaz de Lima – de Valdomiro Lopes (PSB). E hoje, às vésperas de uma disputa eleitoral, tem uma lacuna notável de lideranças naturais.

Dhoje Interior

O esvaziamento do ninho tucano em Rio Preto não é de hoje. Pela primeira vez em muitos anos, o partido conseguiu a façanha de não eleger sequer um representante para a Câmara em 2016. E essa fragilidade interna reflete na disputa eleitoral que está por vir.

Em entrevista à rádio CBN na última sexta-feira (16), o deputado Vaz de Lima não escondeu a dificuldade que o partido tem sofrido com a falta de nomes para a disputa à Câmara dos Deputados. Foi além e afirmou que a lacuna tucana não é exclusividade de Rio Preto. “Se você pegar desde São Carlos, temos o Lobbe Neto e tínhamos o Duarte Nogueira (atual prefeito de Ribeirão Preto)”, afirmou o parlamentar.

Vaz disse que tem sido cobrado pela direção do partido. “Me cobram, dizem que precisamos contribuir com alguém”, afirmou. E, para sanar essa falta de lideranças, o parlamentar aposta em um nome literalmente caseiro. “Para mim, o melhor nome é o da Ivani. Alguém que já passou pelas urnas e tem experiência”.

O nome de Ivani, mulher de Vaz, já era especulado desde o ano passado. E ganhou força com a proximidade do período pré-eleitoral, devido à ausência de novas lideranças. É claro que a ex-vice-prefeita não pode ser considerada apenas figurante na disputa. Mas seu papel primeiro é de conseguir votos para legenda. Essa é a sua missão. Uma eleição para a Câmara dos Deputados – que não pode ser descartada, obviamente – viria como um bônus.

O PSDB em Rio Preto precisa pensar muito em seu futuro. Sua representação estadual e nacional, com políticos daqui, é inegável. Mas precisará ser reformular urgentemente se quiser continuar a ser um partido relevante na esfera municipal.

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