Conexão Capivara: E aí, Edinho?

A onda de invasões a escolas municipais de Rio Preto, com saques, furtos, vandalismo e destruição, deixou marcas preocupantes em mais uma unidade neste final de semana, a Príncipe Encantado, que fica no Parque Industrial. É a décima escola registrada oficialmente pela polícia a se tornar alvo da bandidagem no mês de outubro.

Os ataques se intensificaram desde de que 498 vigilantes, os chamados “anjos da guarda”, foram dispensados pela Prefeitura, que alegou falta de recursos para renovar o contrato de prestação de serviços.

Dhoje Interior

Desta vez, os invasores não levaram nada, mas arrombaram a despensa inutilizando merenda e danificando a estrutura da cozinha. A situação, descoberta pelos funcionários ao chegarem para trabalhar na manhã desta segunda, 23, era tão caótica que as aulas foram suspensas.

Claro que a gritaria de professores, diretores e funcionários se intensificou. Desde o início da polêmica envolvendo os “anjos da guarda” há pressão para que a Secretaria da Educação providencie uma alternativa.

Martelar o assunto anjos da guarda é perda de tempo. Não foram poucas as vezes em que o governo municipal, incluindo aí o prefeito Edinho Araújo e vários de seus secretários mais próximos, se manifestou sobre a decisão, dando o assunto por encerrado. Uma comissão de educadores ouviu isso do prefeito, que prometeu pensar numa alternativa viável.

Até aí, tudo bem. Ninguém aqui já administrou uma cidade para saber qual o melhor procedimento a ser adotado. Mas uma coisa é inquestionável. Com ou sem dinheiro, cabe ao poder público zelar pelo patrimônio da população. Ao se candidatar, o prefeito assumiu essa responsabilidade. O melhor caminho – e, de preferência, o mais barato – deverá sair das cabeças que gerenciam a cidade.

Educadores, funcionários e pais de alunos, simpáticos ou não à atual gestão, têm, sim, o direito de gritar, criticar e cobrar soluções, seja por meio de novos vigilantes, câmeras, Guarda Municipal ou parceria com a Polícia Militar. Ainda que algumas ações cheirem a armação ou muitas reações pareçam exageradas, não importa: criança fora da escola é um problema da Prefeitura. E a segurança delas e dos funcionários ali presentes também.

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