COMER, BEBER E AFINS – Al Bába: referência em comida árabe há 29 anos

A coalhada e homús são vendidas fresquinhas
O charuto de
folha de uva é um prato tradicional

Quem aprecia culinária árabe em Rio Preto já sabe: um point que tem os melhores pratos da gastronomia libanesa é o Al Bába, empório que oferece desde ingredientes para o preparo de pratos como pratos prontos.

A família Ibrahim chegou na cidade na década de 1980 e comanda o Al Bába (que em sírio significa O Pai) há 29 anos. A casa fica no centro de Rio Preto e é especializada em doces árabes. Seu menu de pratos prontos tem opções como charutos com folha de uva, coalhadas, homus, babaganuch, kibes e esfihas. Em 2022 o Al Bába completa 30 anos e segue como referência em gastronomia árabe.

Dhoje Interior
Doces com ingredientes como
macarrão

Os doces árabes levam castanhas nobres como amêndoas, nozes, pistaches, castanha de caju, avelã e frutas secas. Os pratos mais vendidos da casa são as esfihas nas versões aberta e fechada. Há ainda os pães sírios, pães folhados e torradas. Produtos importados do empório árabe? Tem também. São itens como figos da Turquia e pistache iraniano entre outros.

O Al Bába foi criado pelos irmãos Mortada e Hussein Ibrahim e atualmente é administrado pelos irmãos Hassan e Yasser. A marca está em outras três cidades. Os Ibrahim são uma grande família e têm unidades Al Bába em Campinas (SP), Londrina (PR) e Curitiba (PR).
Ainda não conhece? O Al Bába funciona de segunda-feira a sábado das 8h30 às 19h30 e aos domingos das 8h30 às 13h30 na Rua Bernardino de Campos, 3435, no centro de Rio Preto. Para informações e encomendas ligue (17) 3232-7955.
No Instagram o perfil é @albabariopreto

As esfihas são as mais vendidas

Minha experiência em Maceió

As jangadas de Pajuçara,
em Maceió

Nesta semana vou contar para vocês sobre Maceió, um dos roteiros mais lindos do Nordeste brasileiro, que une belezas naturais, povo acolhedor, boa comida e experiências inesquecíveis. Estive lá neste fevereiro de 2021.

A capital alagoana tem na praia de Pajuçara seu principal ponto de atração, onde ficam os hotéis, restaurantes, barracas à beira mar, pescadores e jangadas. Com 6 Km de extensão, Pajuçara se encontra com Ponta Verde e Jatiúca, numa orla extensa, adornada por belos coqueiros, que definem a capital pela vista sensacional do mar azul. Há muitos bons restaurantes e um deles é o Imperador dos Camarões onde tem o legítimo Chiclete de Camarão, um prato que leva 5 queijos, numa receita dita como exclusiva da capital alagoana. Lá tem chope gelado e é um point pé na areia.

Sorvete vem flutuando no mar de
Maragogi

Outra excelente opção para quem busca conhecer um pouco do paladar nordestino é o Bodega do Sertão, que tem um atendimento primoroso e um cardápio self service capaz de fazer qualquer um sair da dieta. Lá tem desde a famosa Buchada de Bode até Baião de Dois, Sarapatel e outros pratos com tempero típico da região. Vale muito a experiência. O Bodega do Sertão fica na região de Jatiúca.

Se preferir comer na orla de Pajuçara, tem o Cheiro da Terra, amplo, bem decorado, com ótimo atendimento e cardápio variado que inclui desde frutos do mar à torresmo de rolo. Lá também rola um forró arretado. Fui em plena pandemia e teve o forró, mas lamentavelmente ninguém pode dançar para manter o distanciamento.

O Bodega do Sertão é garantia de boa comida

Para curtir praia fora de Maceió, indico praias como Paripuera, que fica a 16 km da cidade e tem mar calmo e raso (no início da manhã) e permite um dia de praia tranquilo.

Quem deseja ampliar a experiência no mar, deve incluir Maragogi, que fica a 2 horas de carro da capital alagoana e é conhecida como o Caribe brasileiro pela tonalidade azul cristalino de suas águas. O passeio de lancha em Maragogi vale cada segundo. Vimos filhotes de tubarões nadando ao nosso redor, degustamos caipirinha no barco flutuante, conhecemos o caminho de Moisés, um banco de areia que se forma em meio ao oceano quando a maré está baixa. Maragogi é tudo que dizem. O passeio de lancha gira entre R$50 e R$100, nós pagamos R$70.

Outro ponto no qual é preciso ir em Maceió é a Praia do Francês. Trata-se de um point balado e com ares de classe A, mas que oferece mar calmo e translúcido, boas barracas com comida e cerveja gelada e foi onde passamos mais tempo por ser perto de Maceió, apenas 40 minutos de carro.

Os camarões do Imperador dos Camarões

Outro destino procurado é a Barra de São Miguel, onde fica a Praia do Gunga. Lá é possível andar de paramotor para ver o mar do alto e de catamarã para conhecer piscinas naturais. Mas, o mar é bravo e a praia é de tombo. Grupos de jovens e casais apreciam o point, que passa pelo Mirante dos coqueirais.

Essa foi minha segunda visita a Maceió, gosto muito da capital alagoana e talvez volte um dia. Se você for, antes de embarcar, pesquise roteiros e restaurantes. Fui em 2010 e agora e nas duas vezes optei por alugar carro: é prático, você fica independente para ir onde quiser. O custo por uma semana é entre R$500 e R$700. Negocie, consegui por R$600.

(Preciso dizer: Pajuçara é imprópria para banho, pois infelizmente a cidade despeja seus dejetos in natura no mar. É o único ponto negativo (e grave) da cidade, que tem um rio poluído e fétido cortando as ruas centrais e deságua no mar).

Por Ellen LIMA