Coronel destaca trabalho da Ambiental no combate às queimadas e à piracema

Coronel Paulo Augusto Leite Motooka em conversa com policiamento ambiental - foto Claudio Lahos

O Coronel do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo, Paulo Augusto Leite Motooka, esteve em Rio Preto na tarde desta quinta-feira (22) para um encontro com a equipe da Polícia Ambiental, no Ypê Park Hotel. O encontro é feito mensalmente e reúne os comandantes dos 4 batalhões, dois do interior, um da capital e um do litoral e cada vez é feito em uma região.

Em entrevista ao Jornal Dhoje o coronel falou sobre os impactos das queimadas na qualidade do meio ambiente, ocorrência que tem sido frequente nos últimos dias.
Paulo diz que foi um ano atípico com relação as queimadas, por ser um período de estiagem e altas temperaturas, e segundo o coronel o inicio do fogo se dá pela ação humana sendo intencional ou não, e pede a conscientização das pessoas e orienta como evitar esse tipo de ocorrência.

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“A conscientização vai desde produtor até as pessoas que circulam na rodovia e arremessam bitucas de cigarro” afirma.

O coronel destacou a importância da Polícia Ambiental nesse tipo de ocorrência, que trabalha na prevenção, fiscalização antes, durante e depois. Segundo o coronel, esse tipo de atitude só vai trazer malefícios para todos, pois as queimadas afetam a qualidade do ar além da saúde como respiração, impactando na qualidade de vida.

Sobre a Piracema, o coronel explica que é aquela época do ano em que as espécies nativas de peixes costumam se reproduzir, e ocorre em função de variações ambientais como o aumento das chuvas e da temperatura das águas que normalmente ocorre no verão que se inicia em 1 de novembro e vai até 28 de fevereiro de 2021.

A pré-piracema já esta ocorrendo e vai até o dia 31 de outubro, e a Polícia Ambiental realizará fiscalização diariamente dia e noite, segundo o coronel Paulo.

O capitão da Polícia Ambiental Alessandro Daleck também explicou que na Piracema está proibida a captura, o uso de redes e tarrafas por parte dos pescadores profissionais e de materiais perfurantes, como arpão, arbalete, fisga, bicheiro e lança.

No geral, a pesca na modalidade desembarcada em rios e com captura de espécies não nativas e híbridas estão permitidas, desde que sejam feitas com vara de mão ou caniço simples. Em reservatórios são permitidas as modalidades embarcadas e desembarcadas, mas com restrições de materiais.

“Pode ser pescados peixes que não são nativos da bacia como tucunaré, tilápia, corvina, entre outros,” explicou Daleck.

Quem for pego pescando na fase de Piracema, dependendo do tipo de infração, pode ocasionar em multa, ter equipamentos apreendidos e muitas vezes, os pescadores respondem procedimento criminal e administrativo, com multa ambiental de no mínimo R$ 700,00. Sendo que a lei de crimes ambientais prevê penalidade de 1 a 3 anos de detenção.

Demandas – De acordo com o coronel, são várias as demandas da Polícia Ambiental no estado de São Paulo, que vão desde as queimadas, soltura de balões, tráfico de animais silvestres até a pesca irregular. Segundo o coronel o transporte, venda e comercialização de madeiras irregulares, também é muito comum esse crime presente na região.

Sobre a ocorrência dos peixes mortos encontrados no Rio Turvo próximo a Onda Verde, o capitão Daleck presente no encontro informou que nesse grande período de estiagem os rios estão muito baixos.

“Se chover um pouco, o material carreado é são lançado no curso d’agua, que é matéria orgânica que vai tirar o oxigênio. Tanto que a medição de um dia pro outro alterou bastante,” afirmou o capitão Daleck.

 

Janaína PEREIRA – Redação Jornal Dhoje Interior