Com foco no envelhecimento ativo, prefeito assina convênio “Cidade para todas as idades”

Foto SMCS

A terceira idade de Rio Preto vem recebendo uma atenção especial da Prefeitura ao longo
dos últimos anos. Hoje, o município contabiliza aproximadamente 70 mil idosos (pessoas
acima dos 60 anos) inseridos em políticas de envelhecimento ativo promovidas pelo governo municipal, com atividades culturais, esportivas e recreativas.

O número representa 16% da população estimada no município de 456 mil habitantes.
Daqui 10 anos, essa marca ganhará proporções maiores e atingirá cerca de 25% da
população (160 mil pessoas). Em virtude da ampliação na expectativa de vida da população e, consequentemente, na demanda de políticas públicas para a terceira idade, o Poder Público busca ampliar a oferta de atividades que garantam o envelhecimento ativo dos munícipes.

Dhoje Interior

Nesse sentido, o prefeito Edinho Araújo (MDB), juntamente com a secretária de Assistência Social, Maria Lima Silva Bastos Fernandes, e o presidente do Conselho Municipal do Idoso, Antônio Caldeira, receberam a visita da diretora do Centro Internacional de Longevidade
Brasil (ILC-BR), Elisa Monteiro Coelho, para adesão de Rio Preto ao Movimento “Cidade para todas as idades”, que tem como objetivo atender às necessidades da rede de proteção
ao idoso e contribuir para o fortalecimento das políticas públicas dos municípios.

O programa conta com o apoio da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e o incentivo
de R$ 348 mil. A ação visa tornar o município uma cidade amigável para os idosos e para
as pessoas de todas as idades, assumindo como base os princípios do envelhecimento ativo
e da Cidade Amiga do Idoso, estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e
abrange mais de 300 cidades em 33 países.

Em um primeiro momento, o projeto visa diagnosticar as necessidades dos idosos em
diversas regiões de Rio Preto. “Nossa adesão ao programa é importante para termos a exata consciência de como Rio Preto está se preparando para ter um maior número de pessoas com mais de 60 anos e qualidade de vida para todos. A cidade tem que se preparar em todos os aspectos, e a acessibilidade é importante. Precisamos de políticas
públicas que contemple essa faixa etária, como todas as demais”, destacou Edinho Araújo.

Em seu pronunciamento, a diretora do Centro Internacional de Longevidade Brasil, Elisa
Coelho, ressaltou o curso de vida mais longo dos brasileiros, de 76 anos, e cobrou o engajamento de todos os departamentos do poder público para avanço no projeto. “Temos que pensar como vai ser daqui para frente, se preparar para termos qualidade de vida, saúde, segurança e políticas públicas que deem condições de vida para todos. Temos que correr, pois o envelhecimento é muito rápido, e precisamos da participação não apenas da Assistência Social, como também, de todas as secretarias do governo”, disse.

Em busca de tornar a cidade um lugar de convivência mais fácil, mais confortável e seguro
para o idoso e toda população, o presidente do Conselho do Idoso, Antônio Caldeira, ressaltou o trabalho de conscientização de todos os munícipes.

“Não é um plano teórico, tem que começar a montar estratégias desde já, repensar a cidade e envolver até as crianças, conscientizando-as de que um dia também vão envelhecer”, afirmou Caldeira.
Por Vinícius MAIA