Chegada da fase vermelha divide ainda mais mães sobre modelo de aulas

As escolas particulares estão funcionando com o modelo híbrido, ou seja, parte das aulas online e a outra parte presencial, no entanto, depois do decreto municipal onde Rio Preto passou pra fase vermelha, as mães estão optando em não mandar mais os filhos para as aulas presenciais, por medo de essas crianças trazerem a doença pra dentro de casa.

A Escola Sesi  é um exemplo desta situação. Eles adotaram o modelo híbrido, sendo duas vezes na semana aulas com o grupo 1, outros dois dias da semana o grupo 2 e um dia na semana sem aula, voltado para realizar as atividades e tarefas.

Dhoje Interior

No caso do Sesi, os responsáveis precisam assinar um documento abrindo mão das aulas presenciais e se comprometendo que essas crianças acompanharão as aulas online.

Para a Erika Alessandra de Souza Lopes, jornalista e mãe de uma criança que estuda na escola privada, o cenário não é favorável e ela prefere não arriscar. “Mesmo com todos os cuidados que a escola está tendo, ainda acho que é a hora errada pra volta. As crianças não têm noção do perigo e não tomam os cuidados que nos adultos tentamos tomar. O contato entre eles acaba sendo constante e pra passar pra outros membros da família é muito fácil”, comenta.

O mesmo acontece com a Sara Beatriz, mãe de uma criança de 12 anos. “Como mãe, opto pelo direito de proteger meu filho, mesmo sabendo que crianças e adolescentes não são grupo de risco, mas transmitem a doença para pais e avós. Não me oponho ao ensino à distância e asseguro a participação dele (meu filho) nas aulas e atividades oferecidas”.

Em um grupo de 30 mães, onde todas mandavam os filhos para as aulas presenciais duas vezes na semana, 25 delas já optaram só pelas aulas onlines, ou seja, mais de 80%.

Outro lado

Em contrapartida, temos mães que estão lutando pela abertura das escolas municipais que, até o momento, estão somente com aulas remotas.

A Flávia Caputi é uma das mães que estão encabeçando o movimento @escolasabertas.riopreto, com um perfil no instagram direcionado para isso. Ela explica que, mesmo com a regressão para a fase vermelha, o movimento continua. “Entendemos que as crianças não são responsáveis pela disseminação do vírus e estudos recentes comprovam isso. Inclusive, as escolas particulares vão continuar com as aulas presenciais”.

As integrantes deste movimento ainda não conseguiram se reunir com a Secretária de Educação, Fabiana Zanquetta, para expor o que elas pensam. “Desde que iniciamos o movimento já conseguimos reuniões com vereadores, OAB, Tribuna Livre na Câmara, mas com a Secretária não. A Comissão de Educação ficou de solicitar uma reunião com ela (Secretária de Educação), mas ainda tivemos uma confirmação”, ressalta Flávia.

Por Andressa ZAFALON