Chapa de Italiano vence eleições no América com 65% dos votos

Foto: Vinicius Lima

Cumprindo uma decisão da Justiça, o América realizou na noite desta segunda-feira (13) as eleições do triênio 2017-2020 no Teixeirão. A chapa “Sempre América”, encabeçada pelo atual presidente Luiz Donizette Prieto, o Italiano, acabou levando a melhor com 65% dos votos.

O edital publicado pelo América previa que a primeira chamada fosse feita às 18h30. Porém, como os portões da sede do clube estavam fechados, os associados tiveram que aguardar do lado de fora. Depois de um tempo, os portões foram abertos e a votação teve início por volta das 19h30.

Dhoje Interior

Segundo o balanço, 153 associados assinaram a lista, mas apenas 152 cédulas foram depositadas na urna. Na contagem, a chapa “Sempre América” recebeu 99 votos contra 52 votos da chapa de oposição “Novo América”. Além disso, um dos votos foi em branco.

Após o resultado, Italiano afirmou que espera que o resultado encerre as brigas políticas no Rubro. “Inclusive os presentes aqui eu até convoquei para ajudar no América, porque o América é de todos. Não é o clube do Italiano, o América é o time da cidade, dos associados, dos conselheiros, então eu proponho acabar com essas brigas e fazer um América grande com todo mundo unido, é isso o que eu desejo para todos”, afirmou.

“A gente acompanhou do início ao fim e acredito que hoje foi um dia importante. Nunca nos últimos anos tivemos tanta gente participando de uma eleição e nós como oposição, de certa forma, estamos fazendo com que o América cresça, pois nós somos uma oposição ativa. A partir desta terça nós vamos nos reunir e definir qual o rumo que vamos tomar. O importante é que o América saia vencedor”, afirmou Marcos Cézar Vilella, representante da chapa “Novo América”.

Portão do estádio estava fechado durante a primeira chamada. Foto: Vinicius Lima

Protesto

Ainda na noite desta segunda-feira (13), um grupo de ex-funcionários do América fez um protesto na frente do Teixeirão por conta do não pagamento de dívidas trabalhistas. “Somos ex-funcionários. Cadê o leilão Justiça do Trabalho?”, dizia um dos cartazes.

Supervisor da base do América de 2000 a 2008, Maria de Alvarenga Campos Júnior, era um dos ex-funcionários no protesto. “A gente sempre se reúne e durante a pandemia ficamos sem nenhuma informação sobre o leilão ou pagamento do dinheiro que o América nos deve. Estamos vendo o clube contratar técnico e jogadores e por isso decidimos reivindicar os nossos direitos”, comentou.

O Teixeirão já foi a leilão três vezes, mas não houve interessados. No último, o lance inicial era de R$ 17,5 milhões, correspondente a 50% do valor do estádio, quando as dívidas do clube giravam em torno de R$ 23 milhões.

Ex-funcionários protestaram no Teixeirão

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior