Catanduva é alvo de operação contra fraude em benefícios previdenciários

Catanduva é alvo da “Operação Pravum II”, realizada nesta quinta-feira (17), que visa combater um esquema fraudulento de obtenção judicial de benefícios de aposentadoria por invalidez, benefícios de prestação continuada à pessoa portadora de deficiência (BPC) e benefícios de aposentadoria por idade ao trabalhador rural. A ação é da Polícia Federal, com o apoio do Núcleo Regional da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista de Goiás (NUINT-GO).

Participam da ação mais de 50 policiais federais e servidores do INSS, que cumprem 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Jataí/GO, além de  Catanduva, nas cidades de Cassilândia (MS), Itarumã (GO), Mineiros (GO) e Itajá (GO).

A investigação teve início em fevereiro deste ano por meio de denúncia, envolvendo advogados, médicos peritos e funcionário do cartório cível da cidade, em fraude na concessão do benefício de aposentadoria por invalidez.

Investigações preliminares confirmaram que foram deferidas 913 aposentadorias por invalidez entre os anos de 2010 a 2018 no município de Itajá (GO), cuja população seria de 4.539 habitantes, segundo o IBGE para o ano de 2019, concluindo que aproximadamente 1/4 dos habitantes seriam inválidos de forma permanente para o trabalho.

De todos os benefícios previdenciários ativos no município, 35,71% foram por meio de decisão judicial. A discrepância chega a ser o dobro em relação a municípios vizinhos, considerando o número de habitantes local.

Os requerimentos dos benefícios eram lastreados com declaração de endereço, componentes e renda falsos, omissão sobre a propriedade de bens, profissão, renda incompatível, laudos periciais atestando incapacidades inexistentes, entre outros.

A ação criminosa teria provocado um prejuízo de quase 3 milhões aos cofres públicos e a economia proporcionada, considerando-se a expectativa de sobrevida projetada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), chega a pelo menos R$ 11.095.000,00, que seriam desembolsados em pagamentos futuros aos beneficiários.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato previdenciário, com penas que atingem mais de 10 anos de prisão.

O nome da operação faz referência à expressão ‘enganador’ em latim, sendo que o foco desta etapa foi o município de Itajá.

Tatiana PIRES – com assessoria de imprensa da Polícia Federal
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