Carnes e queijos têm alta nos supermercados

Foto: Guilherme Batista

A Apas (Associação Paulista de Supermercados) divulgou nesta sexta-feira (19) a pesquisa Índice de Preços dos Supermercados (IPS), que registrou uma inflação de 1,0% em janeiro. A pesquisa mostra uma alta em diversos produtos, principalmente nas carnes e queijos.

O preço da carne suína recuou em 1,33% em janeiro. Já as carnes bovina e de frango, que em dezembro registraram aumento de 4,37% e 2,56% respectivamente, tiveram alta de 0,61% e 0,24% no mês de janeiro. Essas carnes são produtos que foram muito impactados em 2020 com alta acumulada em 16,3% (bovina), 15,81% (frango) e 31,56% (suína). Segundo a Apas, estes produtos serão impactados novamente em 0,8% pelo ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no dia 1 de abril.

Dhoje Interior

“A alta do dólar é o principal fator que impacta esses produtos, pois faz com que pecuaristas exportem mais e pratiquem o mesmo preço do mercado internacional. Infelizmente o desemprego continua alto e uma parte da população acabar mudando os hábitos e consumindo menos carne”, afirmou o economista Raymundo Souza.

Os queijos Mussarela e Prato fecharam 2020 com respectiva alta inflacionária de 35,55% e 31%. De acordo com a Apas, os queijos teriam iniciado 2021 com uma deflação se não fosse pelo aumento de 1,3% do ICMS que passou a incidir sobre o produto no dia 15 de janeiro. Por isso, o queijo prato, por exemplo, fechou janeiro com alta de 0,47% e deve ficar 4,7% ainda mais caro em 1 de abril.

“A perspectiva é de que os alimentos voltem a ter uma queda no preço no segundo trimestre. O ICMS é um dos impostos mais caros que nós temos e historicamente esses produtos eram isentos. Agora, com a cobrança, o preço final será impactado de forma mais direta”, afirmou o economista.

Outros produtos

O Apas divulgou o levantamento de outros produtos. O arroz, que chegou a registrar 17% de aumento em setembro de 2020, começou o ano com apenas 0,67%. No caso do óleo de soja, houve desaceleração de preços e a inflação de janeiro foi 0,03%. Em setembro de 2020 o item registrou alta de 30,62%.

Abobrinha (28,47%), chuchu (25,69%) e cebola (23,70%) foram os itens que registraram os maiores aumentos. Completam a lista, melão (23,60%), tomate (22,32%), abacaxi (20,39%), pepino (19,32%), couve (12,52%) e alface (10,47%). Outros itens de hortifrutis também se fizeram presente na lista das maiores quedas do mês, entre eles maracujá (-14,20%), mamão (-12,21%), repolho (-9,28%), limão (-7,39%), jiló (-6,69%), quiabo (-4,22%) e laranja (-3,03%).

No geral, os maiores aumentos do mês ficaram no campo do hortifruti com 4,35% de inflação. Os legumes, verduras e tubérculos registraram os maiores índices dentro do segmento FLV (12,16%; 6,45% e 6,36%).

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior