Cantinho do Bicho: Veterinária alerta para doenças do carrapato e dermatite

Veterinária Thais Matos fala sobre as doenças mais comuns nos pets e dá recomendações - Foto Arquivo Pessoal

A veterinária Thais Matos, de Rio Preto, diz que é preciso estar atento ao comportamento do animal e procurar ajuda o quanto antes, pois isso é fundamental para a recuperação do pet e dá algumas recomendações.

A especialista diz que a doença mais comum e também uma das mais perigosas é a doença do carrapato, que é transmitida pelo carrapato marrom. “É uma infecção que ataca o sangue e pode provocar a morte do animal se não tratada corretamente” afirma.

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A veterinária diz que os sintomas variam de acordo com o grau da doença e podem causar coloração amarela na pele e mucosas, distúrbios de coagulação, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo, sangramento nasal e nos casos mais raros problemas neurológicos e até mesmo a morte do cachorro. “Quanto mais cedo descobrir a doença, mais chances de sucesso no tratamento”, orienta.

Segundo Thais, o carrapato raramente contamina gatos e seres humanos, mas não é impossível. A doença do carrapato se apresenta de duas formas, a erliquiose, uma bactéria, e babesiose, um protozoário, sendo diagnosticada por meio de exames laboratoriais. Os sintomas incluem febre, falta de apetite e perda de peso.

A veterinária ainda explica que o uso de medicamentos específicos, de xampu anti-parasitas, eliminar os carrapatos do local em que o cão vive e higienizar o espaço com água, sabão e produtos de limpeza com pulgicidas e carrapaticidas são formas de evitar a doença.

Uma outra doença comum segundo a veterinária é a dermatite, uma infecção na pele causada por diferentes agentes que afeta principalmente os cães de pelagem longa e espessa.

O diagnóstico da dermatite canina é feito pelo veterinário após examinar o pet e entender sobre a vida, alimentação, hábitos e histórico do paciente. “Os principais sintomas são perda de pêlos, coceira, vermelhidão na pele, lambidas e mordidas no local afetado” diz Thais.

As recomendações aos donos são cuidar da pele do animal, a alimentação adequada e limpeza do cachorro principalmente no pré e pós banho,  além de evitar contato com animais infectados com doenças de pele, são algumas medidas preventivas.

A especialista afirma que o tratamento dependerá do tipo de dermatite identificado pelo veterinário, e pode ser oral, injetável ou apenas com sprays e pomadas na região afetada.

Janaína PEREIRA – Redação Jornal DHoje Interior