Câncer de mama também afeta os pets

André Arruda, veterinário

Criada em 1990, a campanha Outubro Rosa tem como objetivo conscientizar e aumentar as ações preventivas contra o câncer de mama. No entanto, não são apenas as mulheres que correm o risco com a doença. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) alertou para o risco de câncer de mama em cães e gatos.

No Brasil, os tumores de mama em animais têm uma frequência considerada bastante alta. Em Rio Preto, o médico veterinário André Arruda afirma que chega a fazer de seis a dez cirurgias por mês para tratar animais com essa doença. “É uma patologia comum, principalmente em animais acima dos seis anos. O principal método de prevenção é a castração, que reduz a diminui para 1% a chance de contrair a doença. Raramente a gente atende um caso de animal castrado com câncer de mama”, afirmou.

Dhoje Interior

As primeiras mudanças de comportamento que os donos devem observar são: tristeza, falta de apetite, febres e vômitos. Porém, isso não é uma regra, já que, na maioria dos casos, os tumores malignos agem de forma silenciosa. “O dono do animal pode fazer o autoexame no pet, para ver sente um carocinho na região. Outra característica comum nesses casos também é o animal ficar lambendo a região com o tumor”, explicou André.

As cirurgias nestes casos podem levar de uma hora e meia até três horas, dependendo do tamanho do animal. “Fazemos todos os exames antes do procedimento cirúrgico e também acompanhamos o estado de saúde do animal pelos próximos 15 dias, principalmente para constatar se os outros órgãos estão normais”, comentou o veterinário.

Vale a ressaltar que a maior incidência de câncer de mama em animais ocorre nas fêmeas, mas segundo os machos podem ser afetados. Segundo CRMV-SP de 1% a 3% dos casos diagnosticados são em machos.

Por Vinícius LIMA – Redação jornal DHoje Interior