APM vai levar casos de interferência dos planos de saúde à Presidência da República

Depois de divulgar nesta quarta-feira (19) que 53% dos médicos da região de Rio Preto já sofreram interferências dos planos de saúde ao solicitar a realização de algum exame, a Associação Paulista Medicina (APM) comunicou que vai levar uma carta aberta e os dados coletados aos ministros da Justiça, da Saúde e ao presidente Jair Bolsonaro, solicitando providências em defesa da medicina.

A APM Estadual (Associação Paulista de Medicina) também já começou a enviar a pesquisa às Promotorias da Saúde e do Consumidor do Ministério Público do Estado de São Paulo e ao Procon de São Paulo. Durante a realização do Congresso Médico do Oeste Paulista haverá um minuto de silêncio em protesto.

Dhoje Interior

A pesquisa, realizada com 354 médicos, mostra que a maioria dos profissionais de Rio Preto e Região se queixa de não dispor de autonomia para a prática da melhor Medicina, por pressões das empresas de planos de saúde.

Mais da metade dos médicos (53,39%) afirma que enfrenta restrição por parte dos planos de saúde à solicitação de exames e 63% dos profissionais relatam conviver com a chamada “glosa médica”, ou seja, a operadora nega-se a pagar atendimento, internação, exame laboratorial ou de imagem, remédios e outros serviços essenciais ao paciente.

A pesquisa constatou que 29% dos médicos sofreram interferência em sua conduta profissional por parte dos planos de saúde. Dificuldades para internar os pacientes e ameaças de descredenciamento são outros problemas relatados pelos participantes da pesquisa.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior