“A probabilidade de expulsão é grande”, diz Vinholi sobre o vereador Bruno Moura

Foto Andressa Zafalon

Na manhã deste sábado (16), durante um evento político do PSDB que tratou das prévias de candidatura, o atual Secretário de Desenvolvimento Regional e presidente estadual do partido, Marco Vinholi, disse em coletiva que “a probabilidade de expulsão do vereador Bruno Moura é grande”.

“É importante deixar claro que esse tema do vereador Bruno foi muito antes das prévias do partido, depois disso, ele (vereador) criou uma narrativa como se tivesse qualquer tipo de vinculação à opção política dele e isso não procede. Não há problema quanto à opção política dele, o que não pode é ofender mandatários do partido ou aprovar moção dentro desse sentido, então a probabilidade de expulsão é grande, é isso que está no estatuto”, explica Vinholi.

Dhoje Interior

O tema veio à tona após o deputado estadual Carlão Pignatari se manifestar com uma representação contra o vereador, que foi anexada junto ao processo disciplinar aberto em maio deste ano, data informada pelo presidente Vinholi.

No entanto, o vereador rio-pretense, Bruno Moura, rebate tal informação alegando que o processo foi aberto em setembro, quatro meses depois da aprovação da moção contra o governador e que estaria sofrendo retaliação política. “O engraçado é que a moção é de maio e a referida decisão veio quatro meses depois, no mesmo dia em que declarei apoio ao Eduardo. Quando aconteceu isso em maio, ele se manifestou, mas não deu continuidade – não fui informado, procurado e nada. Óbvio que ele (Vinholi), não vai dizer o real motivo. Cabe a nós interpretar e o que está acontecendo”, ressalta Bruno.

O vereador ainda complementa dizendo que “se ele (Vinholi) quisesse, de fato, me suspender por isso, ele teria feito em maio ou no próximo mês, e não logo após eu declarar apoio ao Eduardo, quatro meses depois. É só traçar a ordem lógica do negócio: em maio aconteceu o ‘motivo’, e ninguém fez nada; em setembro eu declaro apoio ao Eduardo e, no mesmo dia, ele (Vinholi) recebe uma representação e dá uma decisão de suspensão. Ou seja, foi pelo motivo de maio? Por que ele não fez em maio? Por que ele não deu continuidade em maio ou junho? É retaliação política sim”, afirma o parlamentar.

Vinholi, durante a coletiva, frisou que o parlamentar infringiu o artigo 133 do estatuto do partido, onde diz que não é permitido que filiados de partidos ofendam ou façam qualquer tipo de violação contrária a mandatários do partido.

“Quando isso aconteceu (aprovação da moção contra o governador), em maio, a gente instaurou o processo disciplinar do Bruno, depois incorporamos a representação do Carlão Pignatari e, dentro da regra partidária, tem o estatuto que deixa claro a expulsão sobre esse tipo de questão. Nós temos uma comissão de ética que pediu a manifestação de defesa do vereador e estão analisando. Acredito que até o final de outubro tenhamos uma decisão”, diz o presidente do PSDB, Marco Vinholi.

Caso o vereador seja expulso, o partido perde a cadeira na Câmara de Rio Preto e fica sem um vereador quanto à representatividade. Vinholi conclui dizendo que “o que me deixa mais estarrecido, é que ao longo desse processo em momento algum o vereador Bruno se manifesta favorável, se retratando de uma posição absurda contra um mandatário do partido, na defesa ele ataca mais uma vez”. Para o presidente estadual Vinholi, Bruno Moura estaria ‘cavando’ uma saída do PSDB, criando uma narrativa de perseguição em torno de si.

O vereador Bruno Moura rebate, mais uma vez, a declaração do presidente estadual Marco Vinholi e chega a dizer que “até agora não está entendendo nada”. “Pela sigla o partido deveria ser democrático e é o que estou sendo. Eu tenho a minha opinião e não posso seguir com ela? Eu não tenho que me desculpar com ninguém. Se existe uma ditadura entro do partido, eu não quero fazer parte dela. Não sou obrigado a seguir as diretrizes do estado. Eu vou apoiar o Eduardo Leite e por isso está vindo essa retaliação”, finaliza o parlamentar.

Por Andressa ZAFALON