A cada semana dois celulares são apreendidos em presídios de Rio Preto

Foto Divulgação

Funcionários de presídios apreenderam 517 celulares no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) e CDP (Centro de Detenção Provisória, Penitenciária) de Rio Preto, nos últimos quatro anos, apontam dados da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP). É como se dois aparelhos tivessem sido apreendidos a cada semana. O levantamento é de 2016 até setembro deste ano.

Atualmente, 2.340 presos estão no CPP e no CDP, sendo 1.542 cumprindo pena na unidade de regime semiaberto e 798 na unidade de regime fechado, de acordo com a Seap. As unidades têm cercas elétricas, câmeras de segurança e muros alto. Mas essas medidas não são suficientes para impedir o contato dos detentos com quem está do lado de fora. Já no CRF (Centro de Ressocialização), onde há 54 detentas, não foram achados celulares, nos últimos anos.

Dhoje Interior

Neste ano, no CPP, até o mês de setembro, foram 52 celulares flagrados, sendo 48 deles nas celas e quatro no interior da unidade fora da cela. Já no CDP, foi achado somente um celular fora das celas, antes de entrar na unidade.

As maneiras como os celulares entram são variadas: preso em regime semiaberto que leva ao retornar ao presídio, funcionários ou advogados corruptos facilitam a entrada de celulares e antes da pandemia, quando as visitas eram permitidas, visitantes os levam escondidos dentro do corpo. Mesmo com as revistas feitas por agentes, através de escâner corporal e ainda por detectores de metal, os presos conseguem ter acesso ter contato além dos muros das detenções.

Quando os presos que são surpreendidos com celulares respondem criminalmente, além de sofrer sanções disciplinares. Já quando as visitas são flagradas tentando entrar com objetos ilícitos, em unidades prisionais, são automaticamente retiradas do rol de visita e sofrem as medidas penais cabíveis. “Os ilícitos são encaminhados à Autoridade Policial para ser lavrado o devido Boletim de Ocorrência, instauração de Inquérito Policial e medidas cabíveis”, diz a nota da Sap.

A Secretaria da Administração Penitenciária informa que a política do órgão é de não tolerar a entrada de ilícitos, sejam eles celulares, entorpecentes, entre outros, em suas unidades prisionais. Todas as unidades prisionais do Estado contam com escâner corporal, aparelhos de Raio-X de menor e maior porte, além de detectores de metais de alta sensibilidade. “Esses equipamentos ajudam a coibir a entrada de equipamentos e drogas, atrelados a uma vigilância constante dos agentes de segurança, treinados para evitar a entrada de ilícitos nas unidades. Observamos também que são realizadas revistas periódicas nas dependências dos presídios”.

A nota ainda ressalta que as unidades de regime semiaberto, não dispõem de altas muralhas nem de vigilância armada. Os reeducandos saem para trabalhar e estudar fora da unidade (com exceção do período de pandemia).

da unidade (com exceção do período de pandemia).

Celulares:

Foto: Cláudio LAHOS

CPP                              2016      2017    2018    2019    2020 (até setembro)
Celas                             145         15         18        55        48
Fora das celas                 65           1           –          15         4
Antes de entrar               59          18          –           7           –
Total                             269         34         18        77        52

 

Foto Divulgação

CDP                              2016      2017    2018    2019   2020 (até setembro)
Celas                               –            23         4           1         –
Fora das celas                  2            25         6           1         –
Antes de entrar                –              1          2           1        1
Total                               2            49         12         3         1

Fonte: Secretaria de Administração Penitenciária (Sap)

Tatiana PIRES – Redação Jornal DHoje Interior
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