A cada dia, dois acidentes com escorpião são registrados em Rio Preto

Com apenas três anos, Arthur foi picado por um escorpião, na noite da última segunda-feira (27). O acidente ocorreu na casa onde ele mora com a família, no bairro Residencial Santa Regina, em Rio Preto. A mãe do menino, Marina Medeiros, de 28 anos, supervisora financeira, conta que o filho ficou a madrugada toda em observação, no hospital Austa.

“Graças a Deus, ele não precisou tomar soro. Dessa vez ele estava usando uma botinha de borracha e o escorpião não chegou a deixar o veneno nele. Mas a gente não tem sossego. Na quarta-feira (29), dois dias depois de o meu filho ter sido picado, chegando em casa encontrei outro escorpião na parede”, afirmou.

Dhoje Interior

Além do medo de se deparar com um grande número de animais no bairro, ela afirma que a situação a deixa indignada. “Moramos num bairro novo, mas todos os lotes já tem dono, então é responsabilidade de cada um deixar limpo (o terreno) e de a Prefeitura fiscalizar e multar. Não acontece nem uma coisa e nem outra. É tão surreal a quantidade de escorpião que aparece que a gente tem vontade de mudar. E se numa próxima vez acontece algo de mais grave com meu filho?”, questiona.

A preocupação dela, não é desmedida. Só este ano, até o último dia 24, foram registrados 482 acidentes com escorpiões na cidade. Ao longo de todo o ano passado, foram 628 casos. O que significa que em quase sete meses já foram contabilizados 76% dos acidentes que ocorreram em doze meses. A cada ano, os casos tem aumentado, em 2018, o número de acidentes com escorpião foi menor, 547. Em 2017, foram 384 casos, em 2016, foram 216 casos, e no ano anterior, foram 248.

A Vigilância Ambiental trabalha com a hipótese de infestação em todo o município, através da rede de esgoto. “Bairros com maiores números de acidentes também tendem a ter uma população maior, sendo uma distribuição homogênea por toda a cidade”, diz em nota, que informa ainda que “não há mais a necessidade de recolher os animais para estudo, pois 99% dos animais encontrados são da espécie Tityus serrulatus (escorpião amarelo)”.

A Vigilância Ambiental e Secretaria de Saúde realizam, em conjunto, diversas ações de combate a escorpiões, entre elas:

– Campanhas regulares de Educação em Saúde com palestras em escolas, condomínios e empresas.
– Monitoramento de áreas com descarte irregular de resíduos e imóveis abandonados.
– Atendimento de ouvidorias para busca e orientações com equipe de controle de Pragas Urbanas.
– Atendimento casa a casa com os Agentes Comunitários de Saúde que passam as orientações de prevenção e controle de escorpiões.
– Capturas noturnas nos períodos mais quentes do ano, e em locais com maiores números destes animais.
– Limpezas compulsórias em imóveis de riscos, em parceria com a Secretaria de Serviços Gerais.

Tatiana PIRES – Redação Jornal DHoje Interior