25% das crianças com até 10 anos em Rio Preto estão acima do peso

Gabriely de 2 anos de 7 meses segue uma alimentação saudável assim como os pais - Foto Divulgação

Uma alimentação errada na infância pode acarretar em crianças e adolescentes obesos no futuro. Segundo a nutricionista Kátia Paiva, os hábitos alimentares saudáveis são formados na infância. “Uma boa alimentação se deve ao comer dentro de horários determinados e comidas saudáveis” diz.

Ela orienta que no café, almoço e jantar, a criança precisa sentar-se à mesa sem celular ou televisão, para prestar atenção na refeição.  A nutricionista também ressalta que os pais devem oferecer todos os alimentos sem forçar uma aceitação, pois, todos nós temos nossas preferências e aversões.

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Segundo dados da Secretaria de Saúde, Rio Preto fechou o ano passado com 2.173 crianças de zero a dez anos acima do peso, considerando as tabelas que englobam sobrepeso e obesidade formada. São 1.335 crianças de zero a dez anos com sobrepeso o que corresponde a 25,16%, da faixa etária.  Já as consideradas obesas são 838, o que equivale a 15,78%.

Os dados da pasta ainda mostram que 319 crianças estão com obesidade grave, que é um percentual de 7,32% nessa faixa etária.

Elaine Custódio, massoterapeuta, tem uma filha de 2 anos e 7 meses, e diz que a pequena Gabriely Custódio Barzi segue os hábitos alimentares saudáveis dos pais e procura sempre que ela tenha uma alimentação saudável. “Ela come omelete no café da manhã, no almoço eu cozinho feijão com nhame pra ela comer”, afirma.

Além disso, Elaine diz dá para a filha frutas batida no leite, gelatina, peixe que ela ama, uma fruta que também adora é a uva. Claro que como toda criança, ela pede um danone, todinho, mas Elaine diz que libera somente no fim de semana.

Nos casos de obesidade, as crianças devem praticar um esporte ou ter uma atividade de lazer regular, pois a obesidade é causada também pelo sedentarismo. Segundo o educador físico Gustavo Musa Lemes, a obesidade atinge hoje 15% das crianças e 10% dos adolescentes, causada principalmente pela falta de atividade física e alimentação desequilibrada, fruto da vida atual onde as crianças ficam cada vez mais paradas na frente de computadores, tabletes e celular comendo comida de baixo teor nutritivo.

“A médio, longo prazo isso acarreta diabetes precoce, pressão arterial elevada, colesterol e até má formação óssea” afirma.

A psicóloga Patrícia Melo diz que um acompanhamento é fundamental, para verificar o comportamento diferenciado, compulsivo que a criança tenha, verificar se é leve ou moderada ou severa a obesidade. “O papel do psicólogo é a verificação dos hábitos alimentares tanto da criança quanto da família, avaliar e diagnosticar cada caso individualmente,” afirma.

 

A pequena Gabriely de 2 anos e 7 meses gosta de comer comida saudável arroz, ovo, milho segundo a mãe – Foto Divulgação

Janaína PEREIRA – Redação Jornal DHoje Interior