Votuporanga registra primeiro caso de chikungunya

Dados divulgados pelo Portal Brasil mostram que um em cada cinco municípios brasileiros tem sala ou comitê municipal para combate do transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em Rio Preto esse trabalho funciona desde 2009

Uma mulher de 40 anos, moradora do Jardim Alvorada, foi diagnosticada com chikungunya, em Votuporanga.

O caso foi descoberto em janeiro, mas foi divulgado pela Secretaria de Saúde do município apenas nesta quinta-feira (8).

Segundo a pasta, a paciente passa bem e está sendo acompanhada pelas equipes de Vigilância Sanitária do município.

A suspeita é de que a mulher tenha contraído a doença após uma viagem para o estado do Mato Grosso. Mesmo assim, o setor está realizando uma ação de combate e prevenção em bairros da cidade.

A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Não existe vacina ou tratamento específico para Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

ssim como a dengue, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. Quando há notificação de caso suspeito, as Secretarias Municipais de Saúde devem adotar ações de eliminação de focos do mosquito nas áreas próximas à residência e ao local de atendimento dos pacientes.

Da REPORTAGEM

(Colaborou Arthur AVILA)

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