Voluntários fazem a diferença em atividades da rede estadual

 Aulas de dança, lutas, artesanato e robótica, oficinas de futebol, grafite e canto. Essas são algumas das tantas práticas promovidas nas escolas da rede, por meio do programa “Escola da Família”. A criatividade e o desejo de mudança é o que motiva os 9,9 mil voluntários do estado de São Paulo. Figura essencial do projeto, os chamados ‘parceiros da educação’ já auxiliaram no desenvolvimento de quase 2 milhões de atividades, em 2017, nas 2,2 mil escolas participantes.

Os voluntários são responsáveis por auxiliar no planejamento e condução das ações de cultura, lazer, esporte e saúde oferecidas durante os fins de semana. Além de trazer diversos benefícios para eles mesmos, como o desenvolvimento da habilidade de liderança, crescimento pessoal e enriquecimento do currículo profissional, as atividades acabam promovendo mudanças significativas na localidade que os recebe.

Um dos projetos desenvolvidos, desde 2016, na Escola Estadual Dr. Abelardo César, em Espírito Santo do Pinhal, mistura o ensino da Matemática, Física e Química com a construção de aeromodelos. Idealizado pelo empresário Ezequiel Ferreira Romão, o trabalho une pais e responsáveis, alunos e toda a comunidade em aulas teóricas e práticas. Elias Rodrigues, coordenador do programa na unidade, acredita que a iniciativa foi essencial para a melhora do desempenho e comportamento das turmas. “Hoje esses alunos se sentem parte do grupo. O trabalho modificou o mundo em que eles viviam, apresentando algo além do que haviam imaginado e uma nova forma de aprendizado”, conta.

Já em São Carlos, cachorros, gatos, jabutis e coelhos são utilizados para desenvolver a saúde emocional e física de estudantes em situação de vulnerabilidade social. A prática é liderada pelo professor de Educação Física José Luiz Dorici há sete anos. Aos fins de semana, na Escola Estadual Jardim dos Coqueiros, além de receber informações sobre como lidar com os animais, os alunos participam de atividades que vão desde o estímulo a leitura até a conscientização contra o uso de drogas. Para o voluntário, a melhor parte sempre é ver a mudança de comportamento nas turmas que trabalha. “Os animais abrem um canal de diálogo com os jovens e pude ver, in loco, vidas sendo transformadas”, conclui.

Voluntários 2018

Para começar 2018 fazendo a diferença, os interessados devem ir até uma das mais de 2 mil unidades participantes do programa, apresentar o projeto que deseja desenvolver e preencher uma ficha com nome, RG e CPF. A lista com as escolas participantes podem ser conferidas no Portal da Educação (http://www.educacao.sp.gov.br/escoladafamilia/). Os trabalhos devem atender as demandas da comunidade.

Da REDAÇÃO

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