Você sabia que os sintomas do infarto podem ser diferentes em homens e mulheres?

INFARTO-Médico explica sobre a doença

Apesar dos sintomas de um infarto no geral ser bem parecido em ambos os sexos, como dores no peito, mal estar e formigamento no braço esquerdo, as mulheres mais jovens, em casos atípicos, podem sofrer um infarto sem sentir dor.

O cardiologista do Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) de Rio Preto, Luciano Miola, explica que, às vezes, o sintoma de um infarto em mulheres mais jovens pode ser uma simples fadiga. “Em mulheres mais jovens os sintomas podem ser mais atípicos, sem dor no peito. Ela pode sentir falta de ar, um desconforto, uma angústia e, às vezes, só uma fadiga muito forte e que sem valorizar muito, acaba não procurando o hospital a tempo”, afirmou o médico.

Depois dos 55 anos os sintomas costumam ser iguais em homens e mulheres, que acabam apresentando algum dos típicos sintomas de infarto (dor no peito, formigamento no braço, suor frio e palpitações). Atualmente, os homens ainda apresentam mais infarto do que as mulheres, porém essa diferença vem diminuindo com os anos. “As mulheres, depois da menopausa, praticamente igualam o número de infartos aos homens. Essa diferença ainda é maior porque antes da menopausa as mulheres têm a proteção dos hormônios e por isso têm menos infarto. Normalmente, a partir dos 55 anos, essa curva começa a igualar”, explicou.

Com relação à prevenção, o indicado é que todo adulto a partir dos 20 anos já faça uma avaliação cardiológica (aferição da pressão arterial, índice de massa corpórea e exames de colesterol e glicemia), mas principalmente os homens acima de 40 anos e mulheres no climatério (período que marca a transição do período reprodutivo para o não reprodutivo) não podem deixar de fazer anualmente um check-up com o cardiologista. “Quando tem histórico familiar você tem que ter um alerta duplo, podendo a prevenção começar desde a infância”, disse o radiologista da Ultra-X, Arthur Soares Souza Júnior.

As doenças do coração podem ser diagnosticadas com exames como: tomografia computadorizada das coronárias sem injeção de contraste, que estima o risco cardiovascular do paciente; angiotomografia de coronárias, que fornece dados referentes à anatomia e lesões coronarianas e a ressonância cardíaca, que fornece informações do músculo cardíaco, pericárdio, áreas de isquemia e fibrose, além de processos inflamatórios e alterações de função cardíaca. “A gente tem sempre que direcionar, não dá para fazer tudo para todo mundo. Os exames vão ser direcionados para cada paciente, cada histórica clínica e cada antecedente”, concluiu a cardiologista da Ultra-X, Thalita da Silva Canevari.

 

Por Priscila CARVALHO

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