Vítimas de golpe se unem para denunciar empresa de buffet

Uma mulher de 27 anos, dona de um buffet, é acusada por clientes por quebra de contrato em Rio Preto. Cerca de 14 mulheres se reuniram em um grupo de WhatsApp alegando ter contratado os serviços desta proprietária, os quais não foram prestados e, em alguns casos não foram prestados conforme estava no contrato.

De acordo com as vítimas, J.V. oferece serviços completos para realizações de festas de casamentos e aniversários. A mulher marcava em uma mesma data festas em diferentes locais e, após as negociações e parte do pagamento já realizado, a suposta organizadora não ia ao local ou chegava sem vários materiais para realizar a festa.

C.L.R., de 35 anos, foi vítima da suposta estelionatária, no dia 29 de julho deste ano. Ela conta que contratou o serviço de J.V. para que realizasse a festa de 15 anos de sua filha. Durante as negociações, a vítima fez um depósito no valor de R$ 2,8 mil do seu cartão de crédito para a dona do buffet, mas a mulher não apareceu na data marcada.

“No dia anterior à festa uma mulher contratada por ela foi à chácara que eu tinha alugado para levar as cadeiras, pratos e talheres. No sábado [dia da festa], às 15h30, não havia nada pronto, entrei em contato com ela por telefone e a justificativa dela foi que daria tempo. Mais tarde retornei a ligação, às 17h, ela disse que o carro dela estava quebrado e que ela estava a caminho”, conta.

Segundo a vítima, J.V. não compareceu ao local e, quando tentou retornar às ligações, uma amiga proprietária tendeu e disse que estavam a caminho. “Meus convidados começaram a chegar na festa, eram 20h, e não tinha nada para servi-los. Foi quando o pessoal fez uma vaquinha para comprar as coisas no mercado”, conta C.L.R.

De acordo com a vítima, a mulher mandou uma mensagem na noite do dia seguinte para pedir desculpas e que o prejuízo seria ressarcido. “Eu consegui fazer o estorno do dinheiro, mas minha filha não teve a festa como planejamos, então foi um prejuízo grande para todos”, conclui.

Na mesma data, 29 de julho, J.V. havia fechado um contrato para realizar uma festa de bodas de prata. Segundo a vítima L.C.M., a mulher compareceu para organizar a festa, mas com o cardápio incompleto e vários itens da decoração alterados. A vítima pagou à vista R$ 4,1 mil pelo trabalho. “Meu problema foi ter pago a quantia à vista. Ela não levou vários pratos que eu havia pedido. Encomendei 400 doces, ela levou 150; faltou refrigerante e o bolo foi com sabor diferente do que eu pedi”, conta.

A vítima afirma que durante a organização J.V. começou a passar mal e foi levada à uma unidade médica. Após o ocorrido, o marido da proprietária mandou mensagem à vítima e disse que a esposa teve um começo de infarto e que por isso não voltaria à festa. “Para pagar o prejuízo que eu tive com a festa, ele ofereceu um sofá como forma de pagamento”, esclarece L.C.M.

Outra vítima da dona do buffet foi uma mulher contratada para prestar o serviço de recreação terceirizado, nas festas realizadas por ela. “Eu vi um anúncio em dezembro do ano passado, ela postou em um grupo de festa que estava precisando de uma pessoa para recreação. Com isso, comecei a prestar o serviço. No início ela pagava certo e não havia problema com clientes”, conta.

De acordo com a prestadora de serviço, a primeira festa presenciada que não ocorreu foi em março deste ano. Após esse caso, outras pessoas pediram a rescisão do contrato, mas não tiveram o retorno. “Eu fiquei sabendo que até o fim do ano tem 17 festas e que ela não irá realizar. A maioria destas pessoas já depositou parte do dinheiro. Ela conta que por problemas de saúde não fará mais”, finaliza.

Um das vítimas registrou um boletim de ocorrência contra a dona do buffet, no último domingo. Foi registrado como estelionato e será investigado pela polícia.

De acordo com a lei, o primeiro passo para as pessoas vítimas de golpes é registrar o caso na Polícia Civil para que o caso seja investigado. Em relação aos danos sofridos, o advogado da vítima poderá solicitar um ajuizamento da ação para receber o valor pago pela festa, além de danos morais e frustração do evento.

Durante todo o dia de ontem, a reportagem do DHoje Interior tentou contato com a proprietária do buffet, mas ela não atendeu e até o fechamento desta edição a mulher não retornou às ligações.

Fonte: Mariane Dias – Redação jornal DHoje Interior 

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