Vítima de paulada, jovem morre no Dom Lafaiete

Foto: Alex Pelicer/Gazeta Rio Preto

Guilherme Queiroz Gazola, 24 anos, faleceu na manhã desta segunda-feira (26) após entrar em conflito com assaltantes, que invadiram sua casa, e que o acertaram com objeto contundente, segundo a polícia; familiares afirmaram que o rapaz foi atingido na cabeça por uma arma branca

Durante um assalto na manhã desta segunda-feira (26), na Rua Henrique Gustavo Franchini, no bairro Dom Lafaiete, o jovem Guilherme Queiroz Gazola, 24 anos, designer gráfico, acabou falecendo depois de entrar em conflito com os bandidos e levar várias pancadas na cabeça, atingido por um objeto contundente, segundo a polícia e a pauladas, de acordo com os familiares.

Guilherme, que havia feito aniversário há uma semana, foi encontrado pela mãe e professora Mirtes, no quarto da casa, já sem vida, horas após o roubo em sua residência.
“A mãe chegou, entrou em casa e o portão estava trancado com cadeado, corrente, as portas encostadas, sem sinal de arrombamento. Ela entrou e não viu o carro dela, achando que o filho havia saído com o veículo para procurar emprego. Na hora que ela chegou dentro do quarto do filho, o encontrou caído, com sangue, já sem vida”, disse a tenente Amália Pace.

Ainda de acordo com a tenente, a mãe, que trabalha em uma escola próxima ao local do crime, havia chegado em casa para almoçar e pediu ajuda para os vizinhos, que ligaram para o Samu, mas quando a ambulância chegou foi constatado que faziam três horas que Guilherme já estava sem vida.

“O crime aconteceu, provavelmente, entre 10h e 11h. Levaram da casa o carro, uma Ecosport preta, duas televisões, um videogame, celular e computador. E a arma utilizada, provavelmente, é um objeto contundente, já que não foram localizadas perfurações de armas de fogo, ou de faca. Provavelmente, foi por conta do objeto contundente que ele desmaiou, mas ainda não se sabe a causa da morte, se foi por conta do objeto”, afirmou Amália Pace.

A morte de Guilherme, que era um rapaz tranquilo e reservado, segundo vizinhos, amigos e familiares, como não seria diferente, chocou a todos.

“A ficha ainda não caiu. Um atentado de covardia. Foi um crime com arma branca, não tem como explicar a sensação. Conheci ele há dois anos, era um rapaz muito bom. Isso foi premeditado, uma injustiça”, disse Vitor César Oliveira, 24 anos, autônomo, cunhando do irmão da vítima.

Danilo Batista, 32 anos, marceneiro, padrasto de Guilherme, também lamentou muito o ocorrido. “A mãe dele, que é professora, veio almoçar e o encontrou. Era um menino muito bom, não fazia mal para uma mosca. Estava procurando emprego e hoje (ontem) de manhã tinha uma entrevista. Uma pena mesmo, na semana passada ele fez aniversário. Está todo mundo muito abalado”, explicou.

Ainda de acordo com padrasto, Guilherme estava dormindo, quando ouviu os barulhos pela casa e acabou entrando em conflito com os bandidos. “Ele era forte, provavelmente brigaram, sim. A polícia mesmo suspeita disso. Deram uma paulada na cabeça dele, várias, ele também teria batido a cabeça no guarda-roupa e infelizmente morreu”, finalizou o padrasto.

O enterro de Guilherme Queiroz Gazola será nesta terça-feira, no cemitério São João Batista.

O carro roubado foi encontrado pela Polícia Militar trancado na noite da segunda-feira (26) no Eldorado.

Fonte: Marcelo Schaffauser – Redação jornal DHoje Interior 

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