Vinícius Rodrigues quebra recorde mundial no 1º dia do Open Loterias Caixa

Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Nata‹o 2019 - ©Wagner Carmo/Exemplus/CPB

O paranaense Vinícius Rodrigues foi o grande destaque do primeiro dia de provas do Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação. A competição, que serve para que os os atletas busquem índices para os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 e para campeonatos mundiais, teve início nesta quinta-feira (25), no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Ao cruzar a linha de chegada, a alegria Vinícius Rodrigues por ter feito história no Open contagiou todos os que acompanharam a prova. O atleta quebrou o recorde mundial nos 100m da classe T63, para amputados de perna acima do joelho. Ele cravou a marca de 11s95 e vibrou muito no CT Paralímpico.

“Foi muito bom. Acabei de me recuperar de uma lesão. Foi a primeira prova do ano, coração batendo forte, não estou acreditando ainda. É tudo resultado de um excelente trabalho realizado com toda a equipe técnica do Comitê Paralímpico. Fiquei um tempo parado, me recuperando, mas o ritmo vai melhorando. É muito bom estar de volta”, celebrou o velocista.

Também na natação, durante as eliminatórias da manhã, Maria Carolina Gomes quebrou o recorde das Américas dos 100m livre S12, para pessoas com baixa visão, com 59s65. Na final, no início da noite, ela foi ainda mais rápida, fechando a prova com 59s45. O recorde anterior pertencia à americana Rebecca Meyers, com 1min00s84.

“Conquistei uma medalha na minha primeira competição e é muita emoção. Estou muito feliz”, comemorou a atleta, de 34 anos, que ainda disputa os 50m livre, 100m peito e os 100m borboleta no Open em São Paulo.

Quem também teve motivos para ficar alegre foi o maior medalhista paralímpico do mundo, o brasileiro Daniel Dias. Antes mesmo de chegar às finais – e vencer – no primeiro dia do Open, Daniel Dias conquistou, ainda nas eliminatórias dos 100m livre, o índice para disputar o Mundial de Natação Paralímpica, que será realizado em Londres, de 9 a 15 de setembro.

 

Para o nadador, dono de 24 medalhas em Jogos Paralímpicos e bicampeão no World Series, começar a temporada 2019 com essa conquista é mais um incentivo para seguir na busca de mais pódios em grandes eventos. “Os índices e os critérios já são colocados para os atletas quando começa a temporada. A gente já sabe o que tem que fazer e que objetivos precisamos cumprir para chegar ao resultado”, ressaltou.

Ainda pela manhã, a cearense Edênia Garcia, nadadora da classe S3, também conquistou índice nos 50m costas para representar o Brasil no Mundial de Natação em Londres e no Parapan. Na final, a pontuação garantiu o primeiro lugar no pódio. “Dá uma tranquilidade muito grande. Agora é focar nas próximas competições”, diz a atleta, que possui uma síndrome sensitiva e motora que prejudica os movimentos dos braços e das pernas.

Índice Técnico Competitivo

A obtenção de índices para os mundiais de atletismo e natação e para o Jogos Parapan-Americanos Lima 2019 são o foco principal dos atletas na competição, que prossegue até este sábado (27.04). O evento é considerado a etapa Brasil do World Series de Natação e do Grand Prix de Atletismo, circuitos organizados pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês).

Nesses circuitos, o que determina a classificação e a vitória nas provas é o Índice Técnico Competitivo (ITC), criado justamente para comparar marcas em diferentes provas e obter um resultado absoluto que indique a melhor performance no torneio. Ele é calculado por meio de um sistema do IPC, que tem como base o recorde mundial de cada prova e os melhores tempos do ranking mundial. Vence o circuito quem tiver o ITC mais alto.

 

Para o velocista Petrúcio Ferreira, de 22 anos, recordista mundial dos 100m na classe T47 (10s50), o Open Loterias Caixa teve um gosto ainda mais especial: é a primeira competição do paratleta depois de um acidente que sofreu no início do ano ao mergulhar em um rio e bater em um pedra, o que causou uma fratura no maxilar e dois dentes quebrados.

Apesar de ser sua estreia após o acidente, Petrúcio terminou os 100m com uma marca muito próxima de seu recorde mundial. “Completei a prova em 10s52, dois centésimos a mais que o meu melhor tempo. Quase alcançar essa marca depois de tudo que aconteceu é muito importante para mim. A meta agora é melhorar ainda mais o meu tempo”, afirmou.

Bolsa Atleta

Do total de 602 atletas inscritos no Open 2019, 163 são brasileiros da natação e 181 do atletismo, sendo que 98 nadadores são beneficiários do programa Bolsa Atleta. Outros 123 são bolsistas do atletismo.
Anualmente, são investidos especificamente nesses atletas do programa inscritos no Open 2019 um total de R$ 4,9 milhões na natação e de R$ 9,4 milhões no atletismo.

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