Viagens contratadas podem se tornar pesadelo para consumidor

prejuízo - Vanessa Mattos Najn teve a viagem para Ubatuba cancelada

Desconfiar do valor dos pacotes está entre as medidas de precaução para não transformar a viagem dos sonhos em um pesadelo Final de ano é época de férias e muita gente se programa para viajar com a família ou amigos. Entre os destinos mais procurados estão regiões litorâneas e até viagens internacionais.

A busca pelos melhores preços, condições de pagamento, estadia que se encaixa no orçamento e melhores datas fazem parte do roteiro de quem começa a se programar. Essa pesquisa é muito importante para a viagem dos sonhos não virar pesadelo.

A internet trouxe a comodidade de realizar uma pesquisa rápida de preços, no entanto, segundo o advogado Pedro Henrique Munholi de Oliveira, é preciso muito cuidado com a propaganda enganosa. “A propaganda é enganosa quando qualquer informação que possui é inteira ou parcialmente falsa, sendo esta capaz de induzir o consumidor ao erro, caracterizando crime de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, com pena de três meses a um ano e multa. É importante frisar que, quando o delito é praticado por pessoa comum, com o objetivo de atingir o patrimônio da vítima, obtendo vantagem ilícita por meios ardilosos, é crime de Estelionato”, explicou o advogado.

Em Rio Preto, a bacharel em direito, Vanessa Mattos Najn, 29 anos, contou que pagou cerca de R$ 750 em um pacote para Ubatuba, com direito a transporte e estadia. A viagem com os amigos foi parcelada e um dia antes da data marcada para a saída, a representante da empresa responsável entrou em contato, cancelando a viagem. A justificativa para o cancelamento foi a morte de um parente. “É uma grande decepção. A gente sonha, faz planos, compromete parte do orçamento e acaba perdendo o dinheiro. No mesmo grupo que eu estava, cerca de 25 pessoas foram lesadas. A representante diz que vai devolver o dinheiro, mas até agora nada”, comentou Vanessa.

Uma agência de turismo tem que estar associada à Associação Brasileira de Agências de Viagens, ABAV, e cadastradas no Ministério do Turismo, razão social, nome, CNPJ, endereço e telefone para contato.

“Também é preciso desconfiar em relação a preços muito baixos em comparação a outras opções pela mesma viagem. O consumidor deve solicitar à agência os documentos de confirmação da reserva feita no hotel, a nota de débito ou recibo da fatura da hospedagem, passagem com assento marcado e o roteiro e programação da viagem”, explica Munholi.

A orientação para quem cair nesse tipo de golpe é registrar um boletim de ocorrência e procurar um advogado para entrar com a ação judicial cabível contra a empresa ou pessoa responsável pela lesão.

 

Da Reportagem

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS