Vereadores de Cedral barram projeto que prevê desassoreamento de lagoa

Seis dos nove vereadores de Cedral votaram contra o projeto de lei de autoria do Executivo que previa a aprovação do orçamento para a realização da obra de desassoreamento da Lagoa de tratamento da cidade, a principal exigência da Cetesb para renovação da Licença de Operação da mesma. Na sessão, realizada na noite desta segunda-feira (22), o argumento para barrar o projeto foi de que a Prefeitura já investiu dinheiro em outra medida para adequar a Lagoa.

Em nota, a Prefeitura cedralense afirma que já recebeu várias notificações e multas “por estar com a capacidade da ETE acima do permitido, comprometendo a eficiência do sistema”.

O coordenador municipal do Meio Ambiente, Rodrigo Mollina, informou que foram feitos estudos e relatórios técnicos por laboratórios acreditados pelo Inmetro que constataram que apenas 40,64% do total de esgoto que era lançado nas lagoas e no Córrego Baixadão era efetivamente tratado.

“Isso acontecia devido ao alto nível de lodo que assoreava as lagoas de tratamento, além de falhas estruturais na ETE, o que era muito grave”, declarou Mollina, que alegou também que a postura dos vereadores, que sempre cobraram solução para o imbróglio, causa espanto.

O coordenador acrescentou ainda que foram feitos projetos emergenciais para tentar amenizar o problema.

“Um deles foi dosar um produto para tratar a lagoa e reduzir a quantidade de lodo acumulado, além disto fizemos melhorias no sistema de tratamento de esgoto como, por exemplo, no sistema de recalque da cidade. Depois de todos esses processos fomos até São Paulo, eu e o prefeito (Paulo Ricardo Beolchi de Lucas, o Janjão), onde nos reunimos a presidência da Cetesb, para concessão de prazo para a realização da obra, uma vez que o orçamento precisa ser aprovado. E esse prazo termina em dezembro”, ressaltou.

Atualmente, Cedral trata 86% do esgoto lançado, segundo Mollina. “Essa obra tem valor elevado e requer a montagem de uma estrutura muito delicada, para excluir totalmente as possibilidades de causar uma catástrofe ambiental. Corremos o risco de ser multados pela Cetesb, sem contar os danos ambientais. É inadiável o início dos trabalhos de melhoria da Estação de Tratamento de Esgoto, e de todo o sistema, uma vez que necessitamos de Licença de Operação das Lagoas e faz 20 anos que nenhuma obra de melhoria é realizada na ETE de Cedral. A qualidade ambiental de nosso município e de nosso vizinho, Rio Preto, está em jogo”, finalizou.

Daniele JAMMAL

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