Vereadores analisam bloqueio e prevenção contra dengue durante Comissão Permanente de Saúde

Divulgação Câmara

Comissão Permanente de Saúde da Câmara realizou, nesta segunda-feira (3), uma reunião com o secretário municipal de Saúde, Aldenis Borim, no auditório do poder Legislativo, para falar sobre a prevenção da dengue no município.

Cláudia de Giuli (PMB), presidente da Comissão e Celso Oliveira Peixão (PSB), membro, participaram da reunião, que também foi acompanhada pelos vereadores Marco Rillo (PT), Cel. Jean Charles Serbeto (MDB), Pedro Roberto (Patriota) e Fábio Marcondes (PL), além de servidores da Vigilância Epidemiológica

Os vereadores questionaram o secretário sobre as medidas que estão sendo tomadas para prevenir uma nova epidemia. Somente no ano passado, São José do Rio Preto registrou 42 mil notificações e 33 mil casos da doença foram confirmados.

Aldenis Borim afirmou que a secretaria atua na prevenção levando em consideração três fatores: o mosquito transmissor, o vírus e a população. Reforçou que as ações como visitas aos domicílios de toda a cidade permanecem durante todo o ano, assim como o monitoramento do vírus.

“Rio Preto é uma das poucas cidades do País com monitoramento viral 365 dias por ano, realizado por meio de amostras, para que possamos saber qual tipo de vírus está circulando. Assim, podemos nos preparar e antecipar as ações necessárias”, declarou.

Segundo o secretário, o tipo de vírus que circula no momento é do tipo 2, o mesmo que casou a doença em milhares de pessoas no ano passado, o que oferece alívio aos profissionais da saúde, já que as pessoas que já tiveram dengue desse tipo ficam imunes a ele.

A expectativa da secretaria é de que Rio Preto tenha notificados, em média, 7 mil casos de dengue em 2020. “Neste caso, temos o plano de contingência dentro do padrão esperado, como atendimento nas UBS e UPAs”, apontou Borim.

No entanto, a secretaria também traça ações dentro de outras hipóteses. Entre 7 e 15 mil casos, é necessária a instalação de um centro de hidratação, mais recursos e ampliação das equipes médicas. O secretário afirmou que existem recursos, ainda, para uma epidemia com mais de 15 mil notificações, mas considera esse número improvável dentro da situação atual.

Os profissionais da saúde e vigilância reforçaram que prevenir a proliferação do Aedes aegypti é essencial. Em alguns bairros de Rio Preto, o índice de larvas está muito acima do ideal. “Os principais focos de larvas do mosquito estão dentro das residências. É preciso que a população colabore e siga as instruções dos agentes de saúde”.

Sobre a vacina contra a dengue, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Andreia Negri, explicou que o País ainda está em fase de estudos sobre a eficácia e possíveis complicações. “A vacina oferecida por planos particulares tem três doses e é específica para quem já teve a doença, além de ter eficácia baixa para alguns tipos de vírus. A vacina da rede pública precisa ter dose única e reduzir as contraindicações. Ela só vai ser adotada quando puder ser ofertada a toda a população e tiver a eficácia desejada”.

Da Redação