Vereadora aciona o MP para apurar se há maus-tratos contra animais em órgão público

Placa afixada em prédio estadual gerou polêmica nas redes sociais e o pedido de investigação ao Ministério Público

A vereadora Claudia De Giuli (PMB) solicitou ao Ministério Público pedido para apuração de situações que possam caracterizar atos de abandono e maus-tratos contra os animais no prédio da Secretaria Estadual da Fazenda de Rio Preto. Pedido foi feito nesta quarta-feira (22).

Segundo a vereadora, internautas publicaram nas redes sociais a foto de uma placa fixada no portão do prédio da Secretaria Estadual da Fazenda, que proibia a alimentação de gatos que vivem no entorno do prédio.

Dhoje Interior

“Eu fui surpreendida no Facebook com aquela placa que proibia alimentar os gatos e ainda colocaram que era uma parceria com o Bem-estar animal, o que não é verdade. O auxílio prestado foi de um período que no local havia muitos gatos e eles foram levados para castração, somente isso. Os animais que vivem naquela região têm que ser tratados, pois o não fornecimento de alimentos vai totalmente contra as ações da diretoria do Bem-estar animal”, frisou.

Claúdia informou ainda que os animais são alimentados com água e ração pelas protetoras. Após uma reunião realizada no dia 4 de abril de 2019, entre a gerência da Fazenda, a diretoria de Bem-estar Animal e protetores de animais, ficou estipulado um ponto de alimentação de todos os animais.

“As protetoras vão à noite fornecer a ração, porém, após a alimentação dos animais, tudo é retirado não fica resto de ração. A reclamação do prédio é de possíveis roedores, mas que surgem com restos de comidas de pessoas que deixam marmitas próximas ao local. Portanto, a gente procurou o Ministério Público, porque não estamos aqui para brincadeira”, finalizou a vereadora.

Cláudia protocolou ainda Requerimento ao secretário estadual de Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, solicitando apuração dos fatos, punição aos responsáveis e a retirada imediata das placas.

Na tarde do mesmo dia, a equipe do jornal Dhoje constatou que as placas haviam sido retiradas.

Por Mariane Dias